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domingo, 3 de abril de 2022

Os Privilégios Unilaterais da Irresponsabilidade

A diferença entre a semelhança e o plágio é que o primeiro é espontâneo em síncrona harmonia, o segundo uma fraude que por isso precisa anular o igual. Porém, o fato de ter duas pernas e dois braços não prova que sou semelhante a Hitler, mas sim ter apenas uma bola, pelo qual desejando tirar as alheias deveria zelar e se responsabilizar melhor pela sua. 

Porém, não me culpo se a descendência e ancestralidade de alguns são estes genes históricos e ideológicos, por escolha. Todavia, apenas falidos morais, intelectuais e históricos não tem interesse em responsabilidade moral e histórica por motivos autoexplicativos. Tais que apenas delegam responsabilidades, ônus, deveres e dívidas provam apenas a própria irresponsabilidade totalitária ao deter apenas o oposto. Ou posso ter deveres sobre algo que não tenho direito? Ou pregar o oposto do que vivo? Não podemos ser babá da incompetência a endo acusados de sermos meninos, não posso ser o louco pela inimputabilidade alheia.

Não pedimos para nascer, muito menos com qual cor ou origem, assim como a doença mental ao contrário da deficiência de caráter e personalidade incapaz de discernir eticamente a diferença entre bondade e bondage.

Caso ter coragem de fazer o que é certo é loucura nesse país, espero estar no hospício certo.

O fato de uma mulher fingir estar gostando de ter relação sexual sem estar gostando, não prova ser sexo, mas sim estupro disfarçado por quem não tem escolha senão gostar, sem querer gostar. A passividade em sua multiplicidade está tão enraizada na cultura falocêntrica que a mulher até passa interpretar prazeres que não tem, sofrendo o que não gosta como sendo algo normal. O ato do sexo deixa de ser um enlace afetivo e passa ser um exercício de sua posição na sociedade, sendo dentro ou fora do casamento.

Similarmente ao militarismo, quando a ordem é as cegas (sem saber se está contra legislação ou regras) o potencial é a falácia da autoridade. Não sendo justificada numa ética legal, mas sendo motivada no envolvimento pessoal é ausente de virtude, mesmo ao maquiavélico, mas um utilitarismo o qual mesmo a coerção é abuso de poder. Ordens que conflagram crimes como de guerra não devem ser acatadas, motivo pelos quais um superior ruim pode contaminar toda cadeia de comando de bons homens, a exemplo do nazismo. A problemática da hierarquia de poder ao rigor militar se estende a isto, não obstante o conflito de ordens divergentes de um superior de mesma patente, caso não seja resoluto por um outro superior a estes, o dilema ético está formado. A autonomia do subordinado está em ser mera extensão do poder do superior, sendo este acrítico como um robô. Por esse motivo militares intelectuais são raros, a salvo os estrategistas e oficiais que possuem maior liberdade de discussão.


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2 comentários:

  1. Texto com profunda relevância, muito eloquente.

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    1. Fico agradecido por sua opinião na publicação, fique a vontade para retornar.

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