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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Gifs dos livros

Abaixo seleciono alguns dos melhores livros cujas capas estampa essa gif.


 E mais alguns outros projetos...


E para finalizar mais algumas capas feitas pelo autor para seus projetos literários:


domingo, 12 de junho de 2016

Trecho de 'A Genealogia da Maldade'

A seguir um trecho do capítulo A Genealogia da Maldade, do livro 'Memórias de um Ilustre desconhecido' de Gerson Avillez.

A definição da maldade se torna subjetiva ante a relativização da moralidade na variedade cultural do mundo, mas evidente que tenha alguns traços característicos que torne possível sua identificação, esse é objetivo central do autor, identificar o mal comum em todas culturas por traços comuns por meio de parâmetros e por vezes paralelos (doença). Mesmo vendo que estou mais declinado a aceitar a moralidade judaico-cristã busco uma interpretação imparcial que seja multifacetada em várias culturas, sem utilizar de Teodicéias - a existência da maldade não exclui Deus - para explicar a maldade.

    A moral pode ter sido relativizada, mas a ética não, usando-a como ponto fixo norteador podemos ter melhores definições da maldade e bondade dentro dos aspectos éticos de um Ethos ao menos. A ética faz parte da mente política, toda lei é ética, mas nem toda ética é lei, são representações da moral institucionalizadas no sistema.

    Sabemos que mesmo havendo dois tipos mais comuns de ética, a ética utilitária (de John Stuart Mill) e a de dever (de Immanuel Kant), compreendemos o uso formal da ética sob a premissa de não fazer com o próximo o que não queira que faça contigo assim como o modelo de  ética acadêmica e profissional.

    Convém ao filósofo buscar pela ética o resgate de características norteadoras universais para a maldade e a bondade como modo de postular uma definição não menos universal do certo e errado. Um trabalho polêmico graças a antropologia, todavia de muita importância, de modo que aquele que resolver a problemática do mal, como antiga questão da filosofia estará respondendo à pergunta de um milhão de dólares da humanidade. A maldade acontece tanto quanto a bondade, tenho convicção disso.

    A problemática do mal não fora resolvida com a relativização da moralidade ante a diversidade de culturas, na verdade isso apenas acentuou o problema a exemplo da culminância da crise de valores que levam a graves problemas existenciais e representativos.

    Ser existencialista é ser um filósofo com alma de poeta. Só maquinas não possuem problemas existenciais, pois o problema central do existencialismo é a crise de valores que deve ser resolvido emergencialmente. O filosofo existencialista assim sempre será idealista pois o materialismo coloca preços, o idealismo coloca valores. A maldade também é um problema existencialista e ético pertinente a filosofia, o que restou a filosofia após suas crias serem desmembradas dela.

    A crise de valores numa sociedade pode criar problemas tão agudos que são capazes de atingir a economia. Um exemplo disso é a falência moral que se instalou no aparelho político brasileiro pela corrupção não sendo inerente a um partido mas de modo generalizado a atingir a credibilidade de tal modo que gera-se uma crise econômica. A ausência de pontos norteadores de moralidade com inerência ao certo e errado afeta profundamente o emocional (o moral) de um povo. O mesmo pode se aplicar a família, igreja, a sexualidade e etc. O fato é que a degeneração moral pode destruir países e povos de modo que os únicos males a ser combatidos devem ser os que atingem a moral e a honra o único adversário concebível e que pelos padrões que seguem indica ter vida própria e um propósito deliberado.

    Para isso talvez seja preciso retroceder na linha temporal compreendendo uma desconstrução genealógica da maldade cujo parâmetro aparenta ser o próprio inferno de aflições, medo e dúvida.

    O fascínio de alguns pelos vilões mesmo de cinema traduz não somente a busca destes por um fiapo de humanidade neles e um desejo inconsciente de conquistar sua afeição e empatia. Sobretudo uma tentativa subconsciente de compreendermos e buscar ainda que um pouco de bondade nesse mal como a incansável fé humana no melhor. Não se trata de identificação, mas a busca de parâmetros para procurar compreender o porquê de serem assim ainda que muitas vezes não haja porque, pois, o mal em estado puro é sem motivos.

    A humanidade sempre teve como uma de suas perguntas mais essenciais o que é a maldade? De onde vem e por que “existe”? Dos serial killers, aos atos dos líderes mais vis com suas mentes deturpadas levaram a massacres, torturas com um calculismo avassaladoramente cruel. Mas enquanto um impulso e os instintos possam levar a um ato de maldade dentre estes surge ideologias e filosofias que levam essencialmente a atos reprovados pela humanidade como inúmeros genocídios.

    Na encruzilhada de duas eras temos que aprender a ter o melhor de dois tempos, o velho e o novo, não provocar um choque temporal e de Ethos de ambos.  A crise de valores denota problemas conceituais nas definições de certo e errado. Mas a ausência de âncoras a moralidade talvez seja a força motriz por de trás dessa crise. Identificar pontos fixos da moralidade é imprescritível a uma sociedade em crise de valores como nunca antes, pois graças a aspectos básicos da moralidade que são a base que torna possível a sociedade, sobre princípios de cooperação e reciprocidade ela é baseada, assim como os fundamentos das leis, pois a uma compreensão do Ethos comum as maiorias ao contrário de minorias que espalham o medo, como medidor razoável para ambos – o mundo é mal, mas a maioria dos que nele habita são legais. Assim como heroísmo, a vilania, somente se atribuem comumente por ações de bondade/maldade. A Bondade é uma flor que nasce apenas no solo fértil da moralidade. É inútil fingir estar certo quando se quer destruir a moral que determina isso. Mas a bondade se justifica a si mesma, enquanto a maldade precisa de pretextos.

    Para identificar um mal universal torna-se preciso estabelecer paradigmas que forneçam modelos. Assim como características como caridade e altruísmo podem ser atribuídos como atitudes de bondade, conhecer a bondade torna possível a conhecer e mensurar o mal. Lembrando que mesmo maus, assim podem ter momentos e algumas atitudes de bondade de modo que o fator determinante seja o conjunto de tais características. De exemplos que vive o padrão e convenhamos a exceção também é exemplo que pode perfeitamente ser padronizada dentro de certo âmbito.

    A maldade é um problema inerente a corrupção moral e de consciência humana que pode se manifestar mais facilmente em condições socioeconômicas inadequadas ainda que não haja um padrão. Toda pessoa má não se importa com os fracos e oprimidos, com ninguém, de modo que a apatia sentimental pode ser um dos caminhos a maldade, assim como seu extremo oposto, pois a maldade sempre paira nos extremos. Mesmo na política direita ou esquerda, aos extremos sempre conduz a variação da mesma ditadura, uma fascista outra totalitarista.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Conto: O Diabo, o Bruxo e a Permissão do Deus todo-poderoso

 A seguir o conto completo 'O Diabo, o Bruxo e a Permissão do Deus todo-poderoso' do livro 'Todas Formas de Sonhar' de Gerson Avillez.

Século XIV, Algum lugar de Portugal
Henrique Keystone era valoroso cavalheiro real mesmo após a morte do Rei Felipe e combatente da heresia no mundo. Não havia inquisição, mas desde quando os execrável Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici, os templários, foram entregues por heresia pelo rei Filipe, o Belo, e o papa Clemente V, Henrique tratou de cumprir os mandatos de prisão na região onde atuava e, ele mesmo, prendeu ‎Jacques de Molay, o último grão-mestre dos templários.
    Da fatídica sexta-feira 13 de 1307, as severas acusações aos templários suscitaram revolta popular pois eles tripudiariam sobre a cruz e realizariam rituais de sodomia secretamente e, segundo alguns, até mesmo envolvendo camponeses que lhes foram vítimas. O fato porém, é que Henrique pouco acreditava nisso tudo quando retornou a seu lar, em Portugal, pois suas convicções diziam que eles talvez tivessem monopolizando economias de modo a colocar em risco a hegemonia do reinado de Filipe, o Belo.
    O Priorado de Sião não se manifestou, mas dias antes rumores diziam que eles pegaram muitas relíquias os quais os templários guardavam, relíquias estas dentre os quais a misteriosa lenda do Santo Graal. Fosse fato ou mais um rumor infundado que permeava a população Henrique sabia que alguns dos templários fugidos haviam se escondido em Portugal junto a um líder que era membro do Priorado de Sião, o que não lhe fazia sentido uma vez que o Priorado que fundou a Ordem Templária, não era igualmente acusada de heresia e tais crimes insidiosos cometidos pelos infames cavalheiros.
    A árdua cavalgada de Henrique pela região não esperaria rumo a seu lar, porém, encontrar a fortuita estirpe de fugitivos restantes dos templários enquanto outros demais simplesmente desapareceriam sem deixar rastros. Era uma sexta-feira quando Henrique perfilou os fugitivos a distância e, em silêncio, seguiu os acossados cavalheiros extintos.
    Havia um distinto homem de capuz branco aparentemente cercado por um mote desses cavalheiros que estavam descaracterizados de suas vestes padrões, mas reconhecíveis por alguns apetrechos enquanto se esgueiravam soturnamente pelos vales da região de Trás-os-Montes de terras lusófonas. Ademais ao cair da noite, Henrique que havia desviando-se de seu trajeto junto a mais dois cavalheiros que era de sua mesma região observavam agora no escuro os homens caminharem com tochas acessas até uma cabana aparentemente abandonada onde acenderam uma fogueira e o qual tons sinistros esfacelavam qualquer esperança de que não fosse nada austero daqueles cavalheiros que haviam sucumbido em sua capitulação. Talvez fossem salteadores que se apossaram de armamentos e armaduras dos cavalheiros, indagou um dos amigos de Henrique.
    Porém, numa olhada mais próxima contemplaram que nove funestos homens presentes pareciam realizar algum ritual tenebroso em todo da fogueira quando revelou-se ter uma camponesa e um camponês que foram agarrados de supetão quando saia da cabana. Agora desnudos a mulher e o homem eram sodomizados pela infâmia dos cavalheiros, confirmando todos os temíveis rumores e acusações. Aquele era o momento de ataque, os cavalheiros extintos estavam vulneráveis sem suas armas enquanto realizavam o infame ato sexual forçado com sinais de estarem em meio a uma adoração vil e execrável de algum demônio agora desvelado e tendo Deus e as estrelas como testemunhas.
    Henrique desembainhou sua espada e deu ordem a seus amigos cavalheiros descerem a colina, cada qual de um lado para surpreende-los num ataque que os renderiam ou os matariam. De modo que sucedeu os deixando em polvorosa.
    De imediato dois homens que coitavam o camponês fora mortos no ato sexual com seus membros sexuais ainda eretos vergonhosamente assim como os que realizavam o coito na mulher que fora degolada por um dos que tiveram tempo de pegar uma adaga.
Seguiu-se um breve embate que pela surpresa fora a derrocada dos infames homens, mas que deu tempo para que o homem de capuz branco, porém, fosse protegido de tal modo que dois fugiram com ele carregando algo numa bagagem sobre sua montaria.
    A perseguição agora justificada que seguiu, fora por montes sob a luz do intenso luar, os ignóbeis uma vez expostos mais do que nunca estavam dispostos a matar ou morrer pois seus atos infames não resistiriam a luz da exposição do que antes lhe era realizado em oculto. Estropiados pela longa jornada o qual eram fugitivos oficiais Henrique engendrou um ataque quando estes adentram as ruinas de um antigo templo na região.
    Não houve tanta resistência destas vez, os algozes dos pobres camponeses estavam encurralados de modo que os dois cavalheiros que vociferavam a ojeriza pelo mando de prisão davam tempo para que o líder fugisse por entre as ruínas abandonadas naquela região.
    Mas um breve embate se seguiu com a morte dos dois fugitivos até que Henrique empunhando sua espada seguiu firmemente encontrando-o exasperado evocando palavras não conhecidas quando fora rendido. Com envoltura o homem parecia urgir palavras com um olhar funesto que inebria a si próprio num tom sinistro quando ergueu uma espécie de amuleto e disse em português, “agora conhecerão o mundo segundo nossa visão, nosso desejo e vocação”.
    O homem então gargalhou provocando arrepios mesmo nos bravos companheiros de batalha, algo que subia até a cabeça como um frenesi tenebroso. O homem virou então o amuleto e degolou a si próprio derramando seu sangue pagão sobre o mesmo artefato e caiu seu corpo sem vida junto ao objeto.
    Henrique abaixou-se e pegou o amuleto para constatar que fora uma peça roubada anos atrás de um cardeal, Alexis Anor Zanini, e agora usada para rituais pagãos, verificou então o corpo e abaixou por completo o capuz iluminando seu rosto com as tochas que carregavam para perceber que era Rene de Hugolin, um membro pouco conhecido do Priorado de Sião, o dito que teria desaparecido após a excomunhão dos templários.
    Perplexo, Henrique guardou o artefato o envolvendo num tecido e seguiram para o exterior daquele lugar quando ao observar o lugar algo não parecia se enclavinhar nos rincões de sua realidade. O famélico homem morto parecia ter lhes conduzido a um lugar que não lhe era o que tinha se conduzido. Um lugar diferente quando então viram centenas de cavalheiros templários se aproximando. De onde viriam uma vez excomungados. O que antes era vantagem agora se tornou desvantagem tendo em vista que estavam cercados num templo que não era ruínas, mas fortificado por dezenas de templários.
    - Quem são, e de onde vieram? – Indagou um dos templários ao vê-los e fazendo-os engolir a seco.
     Naquele instante outro cavalheiro gritava para trazer os camponeses escolhidos a força para um ritual de sodomia e veneração a um demônio que se aparentava a um bode e era carregado abertamente diante de todos. Mais soldados apareceram e lhe renderam forçando-os a entregar suas armas, fosse o que fosse não estavam mais em seu mundo, mas um mundo vil perpetrado por templários cercado de bandeiras com suas cruzes, e com templos por toda parte mas que ao invés de terem o sagrado Jesus Cristo, haviam imagens tenebrosas e medonhas vistas com vívido medo pelos homens de Henrique. Não haviam palavras para lhes definir pois o âmago daquele infortúnio de medo era confuso por demais para ser perdido em termos.
    Foram então levados a uma masmorra o qual eram divididas em níveis que desciam até um fosso longo e largo como o próprio abismo do inferno, e nele estavam presos o clero do Vaticano e todo e qualquer homem ou mulher que ousasse falar palavras contra eles. Aquele lugar funesto tinha, em cada grau de andar, um nível dedicado a torturas igualmente inefáveis até que ao adentrar Henrique Keystone viu um homem chamado Albert Stoneset amarrado no fundo de uma cela, homem este que lhe disse acossado que fora pego meramente por falar que as agressões contra as mulheres deles eram crimes para os homens e para Deus, os justos eram agora chamados de cães pela supernação templária.
    Ao perguntar ao pobre homem macilento o que aconteceram com o mundo ficaram estarrecidos.
    - Desde quando o rei Felipe, O Belo, fora morto numa emboscada supostamente por templários em 1299 eles estabeleceram seu próprio reinado cruel e de torpezas. – Repercutiu o homem pálido e esquálido e continuou. – Em poucos anos cresceram e derrubaram o Vaticano os submetendo a vontade deles. Agora, em 1319, toda Europa sucumbiu ao poder deles restando aos resistentes fugirem para uma terra distante. Todo conhecimento está sobre domínio templário, só há medo, miséria e morte, as famílias da Europa praticamente pouco existem como conhecidas.
    Não acreditando em suas palavras, Henrique se apavorou tão profundamente que começou a gritar enquanto o homem agora dava de ombros como quem pouco se importasse pois todos naquela masmorra estavam sepultados vivos. Henrique caiu ao chão e adormeceu quando então seus amigos lhe acordaram.
    Acordando assustado, Henrique levantou-se arfando de medo, para completar ao redor e ver o corpo de Rene onde estava, empoçado de sangue.
    - O que houve? O que houve? Onde estou?
    - O senhor também teve esse pesadelo hediondo? – Indagou um dos homens de Henrique. – A de que estávamos num mundo onde pairava apenas a mentira e a opressão contra o justo e honesto?
    - Sim, como sabem? – Indagou Henrique.
    - Vimos a face mais funesta do inferno e ela nos olhou de volta. Será que fora apenas um pesadelo?
    De certo Henrique jamais saberia ao certo, mas depois daquele dia ele nunca mais poria sua cabeça no travesseiro sem realizar suas preces.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Trecho do conto 'A Dimensão dos Sonhos'

Abaixo publico um trecho do conto 'A Dimensão dos Sonhos' que conclui a série de livros 'Adormecidos' (Sleepners) publicado originalmente pela Ryoki Produções. O Conto de Gerson Avillez faz parte da antologia 'Todas Formas de Sonhar'.

A maior parte da humanidade sonha, quem não sonha tem problemas. Dentre todos esses sonhos as crianças nunca aparecem no próprio sonho antes dos 3 ou 4 anos de idade enquanto uma pessoa de meia idade sonho aproximadamente 2100 dias, ou seis anos. Sonhos estes que na maioria dos casos são esquecidos 10 minutos após o mesmo. Os sonhos são a porta para um mundo ainda não plenamente conhecido pela ciência...

    A humanidade a beira do abismo e acossada venceu uma batalha para quase desfigurar-se de si própria permanecendo incólume nos anos seguintes. Após uma espécie alienígena que se alimentava dos sonhos humanos atacar restou ante o quase hecatombe adequar sua tecnologia como fuga de um planeta desolado.
    No meio do turbilhão que sobreveio ao que restou da humanidade, uma testemunha viva do primeiro contato, Hedi Ofir, que peculiarmente se tornou cobaia e vítima de ambos lados da guerra. Anos após se tornou o primeiro dentre muitos a refutar a prática da tecnologia onírica ao ser sancionada por legislações que limitassem seu uso, tornando preciso uma repartição para estudar crimes oníricos.
    Mas em meio a trama que seguia, Ofir viu-se envolto numa conspiração que pareciam exceder os limites temporais presentes ao além agora. Pego pelo mesmo artefato que contatou na adolescência ele fora submergido num sono insólito através dos tempos.
    Seu corpo inerte permaneceu num estado letárgico por longos dias. O que parecia um sono profundo, todavia, fora diagnosticado como uma espécie de coma, similarmente a uma mulher chamada Sofia que nisso estava há anos. O jovem policial moreno e de cabelo liso responsável por investigar crimes oníricos para ser vítima de um. Assim passaram-se longos dias até que ele, quando menos se esperava despertou rufando em desespero como quem  acorda de um pesadelo.
    - Tudo se repetiu! A invasão e todo apocalipse! – Gritou ele da cama assustado se referindo ao apocalipse global que sofreram. – Não consegui salvar Corine! Vocês gravaram todo sonho?
    - Monitoramos maior parte. Não houve memória para tudo. – Explicou o médico onírico, conhecido por oniricologista. - Você estava num estado onírico diferente, era como se fosse um estado REM prolongado de dias, somente com Sofia aconteceu algo assim, mas se quer sabemos de onde ela veio mas com o conhecimento que nos trouxe assim a batizamos. Tentamos adentrar seu sonho mas por algum motivo não conseguimos.
    - Onde estou? – Indagou ele perplexo e ainda com sinais de desorientação.
    - Nas instalações militares do Amazonas, adentrou o projeto Oneirokronnos sem permissão. Você usou tecnologia restrita, se encontra internado em caráter de confidencialidade.
    - Minha consciência viajou no tempo, mas o mundo acabou. – Resmungou ele tendo um aceno positivo do oniricologista. – Nada pode impedir.
    - Não esperávamos que você retornasse assim. – Disse o médico. – Mas ficamos felizes de encontrar nossa primeira cobaia, de volta para casa.
    Hedi Ofir estava desiludido, também pudera seu mundo distópico era como o próprio pesadelo, envolto nas brumas de cinzas suspensas no ar eram como o ar pouco lúcido dos sonhos. O pouco do mundo civilizado que restou após aquela insidiosa invasão extraterrena que acabou com o coração pulsante da cultura humana eram construções entre as ruínas das cidades que transmitiam uma aura de nostalgia ao espírito humano que agora espreitava a vagar por cada esquina com suas máscaras de proteção. Restou a humanidade então usar os despojos da espécie alienígena para si, criando centros de recreação onírica coletiva, daqueles que na verdade queria fugir do pesadelo do real.
    Mas aquelas instalações no Amazonas, marco zero da invasão, onde um enorme hexágono cristalino extraterrestre caiu, eram realizadas as experiências pioneiras e sigilosas com a tecnologia alien, aproveitando-a muitas vezes para comercialização. A grande quantidade de dados capitalizada pelos cientistas ainda não tinha decodificação e sua língua era lentamente traduzida de modo que a história da espécie extraterrena ainda permanecia uma incógnita.
    Ofir fora vítima dos extraterrestres décadas atrás e depois fora estudado, com sua mente esquadrinhada pelos cientistas que usaram ele como igual cobaia para a tecnologia de além mundo. Mas aquele estado REM diferenciado excedia as duas horas de sonhos diárias de qualquer humano real, apresentando ao contrário dos quatro a sete sonhos do período um único e extenso sonho. Mas Ofir não era o único nisso.
    Mas quem era Sofia? Ofir ao levantar-se do leito viu o belo corpo de uma jovem de cachos dourados, como seu amor do passado, Corine. A jovem estava inerte num leito ao lado, de modo que ao perguntar sobre quem era Sofia o médico apenas apontou para ela.
    - Sofia se encontra nesse estado onírico em REM há décadas... que teve início um pouco antes da invasão.... Num único sonho como se ela vivesse outra vida. Um pouco antes indícios mostraram que ela sofreu da Síndrome de Morpheus igual a você.
    - Com o que ela sonha? – Indagou Ofir perplexo.
    - Com o mundo extraterreno. Mas não sabemos quando, nem por que. Mas aparentemente a sua contraparte onírica, Anil, está preso nesse mundo.
    Durante o incidente que sofreu Ofir, sua mente aparentemente fora dividida em duas partes, uma lançada no mundo onírico comercial da população sem que ele tomasse consciência e que se chamou Anil, enquanto a outra parte permanecia em si. Aquilo envolveu uma situação complexa que o levou até aquelas instalações num projeto chamado Onneirokronos.
    - Mas o que seria a Síndrome de Morpheus? – Perguntou ele ainda desorientado.
    - Síndrome de procedência desconhecida, apresenta um estado de consciência alterado e altamente sensorial mas que dá lugar a sonhos instantâneos e semi-lúcidos. Acreditamos que algumas pessoas sofreram disto como Nikola Tesla.
    - Nos referimos a ela como Síndrome de Morpheus. – Respondeu outro cientista cujo crachá indicava seu nome, Oriko Satori. – O mais intrigante seria o fato de que seus sonhos não seguem os padrões de um sonho normal. O cérebro humano por algum motivo que não conhecemos é programado para buscar padrões e paralelos que criem campos de previsão, mesmo nos sonhos as memórias normalmente são organizadas através da busca de referências cruzadas, mas que na Síndrome de Morpheus não ocorrem.
    - Isso aconteceu contigo. – Disse Shiro Soozoo, nome do outro cientista com ele. – Assim como com Sofia que tem aparentemente uma completa amnésia nos sonhos mas que curiosamente sonha com coisas que ainda irão ocorrer.
    - Outro aspecto está no fato de que os sonhos são o lado inconsciente humano. O inconsciente humano é dominado pelos instintos ancestrais, eles fluem melhor no estado onírico. – Seguiu Oriko - Os animais são mais tal lado inconsciente, de instintos, pois somente o ser humano possuí consciência. Porém, de alguma forma são sonhos lúcidos sem referências de instintos ou desejos a esmo assim como memórias.
    - Reconhecemos que a maior parte dos sleepners conseguiram adquirir a capacidade de sonhos lúcidos e manipuláveis, mas isso atinge outro patamar. – Concluiu Soozoo. - O pesadelo é na verdade o oposto de um sonho lúcido, quando você não tem controle algum sobre o que sonha. Por isso os sonhos induzidos nunca são pesadelos.
    - Talvez por que isso não seja meramente um sonho. – Respondeu Ofir ainda tonto por ficar tanto tempo adormecido. – São realidades, estamos confluindo através do tempo.
    - A hipótese da Dimensão dos Sonhos nunca fora confirmada. – Respondeu Soozoo colocando o palm sobre a cama. – Temos apenas indícios, como memórias de variáveis do mesmo sonho padrões inegáveis mas proibitivos para uma afirmativa do tipo.
    - Como se fossem dimensões paralelas? – Indagou Ofir olhando-se num espelho com a barba por fazer. - Como os refletidos nos espelhos do Hexágono? – Perguntou ele se referindo ao interior do chamado Sateoh que era uma espécie de indutor de sonhos coletivos.
    -O Criptomirror são espelhos digitais o qual a tecnologia ainda não deciframos por completo. Ajude-nos a compreender Ofir. – Disse Soozoo novamente - Temos relatos de um sonho o qual tecnologia similar a alienígena induzia sonhos agressivos em pessoas e culminava em violência, assim um outro sonho o qual uma pedra era capaz de ligar os sonhos a realidade. Todos eles eram circunvagados por sua parte adormecida, Anil. Pareciam os sonhos artificiais criados pela REM Inc. Isso foge a nossa compreensão de tudo sobre sonhos.
    Ofir que já estava permeado por dúvidas em demasia fora demais para ser capaz de assimilar. Mesmo que tivesse recém desperto o peso de seu pensamento remetia ao cansaço de quem estava acordado dias a fio. Mas os sonhos que verdadeiramente moviam Ofir eram os bons não os pesadelos o qual não tinha controle.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Trecho do Conto Corvo Branco

Abaixo publico a parte inicial do conto 'Corvo Branco' parte da antologia 'Todas Formas de Sonhar'.

Europa, 2096
O ser humano sempre fora ávido pela busca de padrões, mas o que mais lhe deixa absorto e exultante é vislumbrar o âmago do inusitado que se instala como um mistério além padrões a urgir como perguntas sem resposta e de impossível ombrear com seu conhecimento. Todos os corvos são pretos pois és um padrão, mas intimamente nada mais gela sua alma que vislumbrar um corvo branco como epitáfio da razão, levando este a questionar a realidade.
    Mas era justamente isso que buscava o astrônomo Rick Bostrom, pós-PHd e laureado afortunadamente como ilustre membro da sociedade de ciências real.
    Rick Bostrom não ostentava seus títulos que eram consequentes de seu trabalho acadêmico incansável, era comedido e limitado apenas a sua produção literária e pesquisa debruçando-se nos horizontes o qual a ciência ainda não desbravou, as incógnitas que confluíam ao desconhecido.
    Austero, Bostrom era versado nas mais variadas ciências de modo enciclopédico, pois nos estudos da cosmologia compreendia o enclavinhar interdisciplinar mais sucinto aos rincões de muitas ciências em suas fronteiras ainda que ele declinasse a sua origem, a filosofia.
    O homem era de média estatura, vivia parte do tempo recluso em seu gabinete ou nos laboratórios do eCern de modo que poucos eram os que viam seus olhos castanho escuro e seu cabelo desgrenhado como a de um cientista louco, um clássico na literatura ambulante. Normalmente usava seu jaleco branco sobre um blusão quadriculado com uma gravata borboleta enquanto seus olhos escuros mergulhavam com acuidade nos estudos eternamente em busca do desvelar definitivo.

    - Como tudo indica a veracidade o princípio antrópico! – Exclamou ele sozinho em sua sala ao analisar dados de uma simulação computacional feita por seus alunos baseados nas probabilidades de vida extraterreste. - O universo fora criado para suportar vida não somente terrestre ou tudo é uma piada cósmica de um Deus.
    - Doutor. – Disse um dos alunos de doutorado ao se aproximar tirando-o de seu estado absorto. – Apesar da alta probabilidade de não estarmos sozinhos no universo a simulação indica que estamos!
    - Isso é uma anomalia! A vida é uma anomalia! – Exclamou ele exultante. - Estão sozinhos no universo como uma prova do universo ser uma improvável anomalia probabilística.

    De acordo com os estudos de seus colegas cientistas, mais precisamente os estudos de Adam Frank, da Universidade de Rochester (EUA) que dá o próximo passo na equação de Drake propõe que a possibilidade de não existir vida extraterrestre seria somente se a possibilidade fosse menor que de 1 em cada 10 bilhões de trilhões. Como então aquela simulação por eles feita poderia isso indicar? Um dos dois estudos deveriam estar errados!
    Algo no limiar do falseável parecia ser um conluio divino para compreender um segredo que respondesse todos os segredos de modo que naquela noite Bostrom não dormiu por ter seu sono esfacelado pelas interrogações que lhe movia.
    Curiosamente aquilo fortalecia ainda mais a teoria do universo simulado, pois o princípio antrópico era um de seus argumentos defendidos por Rich Terrile do Oxford University Future of Humanity Institute. Do paradoxo de Fermi a conceitos da mecânica quântica que eram totalmente contrários a física clássica conhecida por “analógica” não bastando o comprovado “efeito observador” e o “entrelaçamento quântico”.
    No efeito observador a mecânica quântica parecia indicar realidades alternadas de possibilidades ínfimas coexistentes até ser observado como se fosse uma simulação dependente de nossa observação.
    Haviam ainda conceitos que indicavam um universo pixelado aos raios cósmicos e uma possível grade de simulação nas bordas e limites do universo observável procurados por Silas Beane da Universidade de Bonn.
    Eram muitos os indícios de “falhas na Matrix” que intuitivamente postulavam a ideia de que alguns fenômenos eram muito incomuns aos padrões para serem naturais. Como corvos brancos havia coisas que simplesmente não deveria existir no universo como galáxias com formas inexplicáveis e buracos negros inativos.
    Mas dentre todos os mistérios incompreensíveis aos relés mortais que eram a do grande vazio de Eridanos era o que mais fascinava. Uma extensão do universo ausente de qualquer matéria tangível, nem estrelas ou quaisquer poeiras estelares.
    Bostrom se viu refletindo ante a televisão pela madrugada enquanto passava o filme clássico Décimo Terceiro Andar. Quando se deu conta ele desliga a Tv e vai para a cama, mas apenas para se mexer durante toda noite.
    Fora assim que ao amanhecer, Bostrom, ao ligar seu televisor da hipernet recebeu a inefável notícia de que algo sem precedentes explicáveis fora descoberto no meio do vazio de Eridanos, algo colossal, um abismo dentro do abismo, um buraco negro aparentemente intativo.

    - Não sabemos explicar como nem os motivos disto existir, apenas está lá. – Disse um dos cientistas na entrevista até ser interrompido por outro jornalista.
    - Rumores indicam que nossa tecnologia de propulsão no vácuo atual  seria capaz de nos levar até esse ponto do universo, verdade que há planos para uma missão até o lugar.
    - Apesar da tecnologia de wormholes torna possível virtualmente viajar a qualquer ponto do universo somente se houver algo na outra extremidade que o atraia tornaria possível... – disse o cientista quando a campainha do apartamento de Bostrom tocou.

    Deixou a televisão da hipernet ele se dirigiu a porta de seu apartamento que ao abrir deu-se de cara com um homem negro de terno empunhando uma carta em mãos. Com um cordial “bom dia” o jovem homem estendeu-lhe as mãos dizendo apenas que era um convite sigiloso.
    Bostrom sem nada dizer por estar surpreso estendeu sua mão e pegou o envelope relutante, mas que por igual curiosidade lhe moveu até abri-lo e para sua surpresa dizia.

AEI – Agência Espacial Internacional
Convidamos ao Dr. Rick Bostrom que compareça na próxima sexta na sede da AEI a participar com seus dons da Missão Eridanos.

Cordialmente,
Edgar Forest, diretor do AEI.

    Ao ler aquilo um burburinho em sua cabeça fervilhou sobre as possibilidades que se abriam diante dele. Rick Bostrom fora para o centro de pesquisas exultante e mal se controlava de ansiedade para aguardar o referido dia do encontro.
    Os dias de semana passaram-se lentamente como uma espúria tortura temporal, mas o dia chegou e assim ele se dirigiu ao centro da AEI mostrando suas credenciais. Ao adentrar imediatamente ele identificou outros homens de ciência de renome, todos perfilando uma enorme tela branca que tão logo lançou imagens tridimensionais ante eles.
    O vídeo era uma sensorial explanação da tecnologia transdimensional de viagem ainda pouco explorada pela AEI por obrigar o surgimento de novas disciplinas espaço-temporais de compreensão. Tão logo surgiu na tela uma imagem de Edgar Forest que lhes falou.

    - O grande abismo de Eridanos, como fora chamado, na realidade fora descoberto há cinco anos atrás. Imediatamente notamos que algumas simulações de wormholes confluíam naturalmente para esse misterioso evento celeste que como se percebe somente agora fora divulgado por carecermos de apoio financeiro popular para nossa missão.
    - Porque vocês não enviam uma sonda pelo vórtice? – Sugeriu um dos cientistas presentes quando então a imagem respondeu.
    - Na verdade enviamos e os resultados são surpreendentes.- Respondeu Forest.
    A imagem mudou mostrando um turbilhão de dados e ruídos intraduzíveis quando uma imagem difusa surgiu na tela com a mensagem ‘Unknow Event’.

    - O que isso significa? – Indagou Rick Bostrom por todos colegas presentes.
    - Esses dados foram os últimas mostrados pela sonda antes de sua capitulação ou desaparecimento. Ao serem decodificados não fazia sentido as leituras por ela capitalizadas por um simples motivo, ela adentrou uma realidade diferente não somente em frequência atômica como de dimensões.
    - A sonda não fora destruída pelo buraco negro? – Indagou outro cientista.
    - Não, na verdade, o que encontramos não é um buraco negro, mas um buraco em nosso universo que desemboca numa dimensão desconhecida. – Respondeu Forest.
    - Por Deus! – Vociferou um dos homens de ciência presentes. – Por que isso não fora divulgado, essa descoberta poderá mudar tudo!
    - Talvez não estejamos sozinhos enfim. – Disse outro homem ao lado de Bostrom.
    - Por que estamos aqui exatamente? – Indagou Bostrom ao Forest na tela entre o burburinho que se formava a seu redor.

    O enorme rosto de Forest sorriu e então a tela se apagou, logo em seguida saindo Forest pessoalmente diante deles.

    - Fora um espetáculo em tanto, admito, mas sem necessidade. – Retrucou Bostrom. – Parece querer aspirar a um Mágico de Oz.
    - Longe de mim tais fantasias. – Respondeu Forest – O motivo dos senhores estarem aqui é que estamos desenvolvendo uma missão tripulada até ao portal.
    - Missão Eridanos. – Disse Bostrom tendo um aceno positivo de Forest.
    - Vocês foram selecionados para desenvolver a tecnologia além universo para a missão e selecionar os tripulantes que serão inicialmente sigilosos.
    - Por que? – Indagou um dos homens. – Quem garante que as leituras não foram falsas ou uma ilusão.
    - Por que nas bordas do vórtice a sonda fez leituras que indicaram que as leituras ilusórias são a de nosso universo. – Respondeu Forest Exultante – Como se percebe está em jogo muito mais que a descoberta de outro universo, mas da natureza de nossa realidade.
   
    Com um controle nas mãos, Forest colocou na tela imagens do sinal enviado da sonda ao virar-se em sentido contrário à da entrada do vórtice numa tentativa de não ser tragada. O que registrou era que o universo deles parecia não somente se desfazer, mas literalmente se dissipar como uma imagem tridimensional como aquela projetada pelo centro do AEI. Dados estatísticos realizaram, naquele momento, leituras nunca realizadas de nosso próprio universo que contemplavam e evocavam uma espécie literal de falha na própria composição do espaço e de todas possíveis leis físicas.

    - Não sabemos o que pode acontecer no mundo se a notícia de que o nosso universo não é real vazar, muitos talvez queiram saquear, matar e se matarem num pandemônio, por isso a Missão Eridanos será inicialmente sigilosa até que tudo seja capitalizado por uma tripulação qualificada.

    Aquilo deixou todos atônitos, mesmo para algumas das mais brilhantes mentes presentes parecia perplexa diante da real possibilidade de que uma teoria do começo do século XXI fosse verdade, se nosso universo fosse uma ilusão o que haveria do outro lado daquele “buraco na matrix”? Que realidade os esperava? O que criava nosso universo? Fosse o que fosse o que eles haviam descoberto não era apenas um corvo branco, mas um mistério para resolver todos os outros mistérios.
    Quando Rick Bostrom retirou-se após aquela reunião, estava imergido em pensamentos introspectivos quando adentrou seu veículo de direção automática. Temendo não ter controle sobre sua vida, Bostrom tirou a direção automática e seguiu dirigindo o veículo manualmente mesmo ante os inúmeros alarmes. Ao invés de ir para sua casa, Bostrom seguiu em direção a uma das últimas plantações de milho que existiam no mundo, pois toda produção alimentar de carnes e vegetais era em laboratório.
    O carro seguiu em seu silêncio enquanto de repente, Bostrom, viu um bando de corvos darem uma revoada sobre a plantação quando notou algo peculiar entre eles, uma ave branca. Bostrom freio o carro bruscamente tocando os pneus no asfalto e saiu do carro. O que ele vira fora um corvo albino sem pigmentação na penugem.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Eureka: A reversão do tempo

Certa vez um gênio, o britânico Lord Rayleigh, postulou um fenômeno bizarro caso a velocidade do som fosse invariável e fixa, uma espécie de reversão dele seria possível caso superasse sua velocidade de modo que se poderia ver ao contrário. Mais atualmente os cientistas atestam isso não para o som, mas qualquer fenômeno de onda. Isso permitirá o desenvolvimento de câmeras com super visões capazes do que nenhum câmera é capaz uma vez que a luz também é onda, permitindo a Reversão de luz. Como assim postulo que o tempo mesmo como dimensão ele se comporte como ondas isso também seria aplicável ao tempo!

Os cientistas utilizam a luz como paradigma para o tempo e sua possibilidade de viajar através dele, porém, ele apenas é o porteiro, mesmo o tempo lhe dita o ritmo. Creio que a ausência falseabilidade da incerteza de Heinsenberg consiste no fato de que os espaço e tempo são conectados, mas distintos, por isso não se pode identificar a posição e velocidade de uma partícula ao mesmo tempo por seu afastamento nos limites do universo, aqui a nível macro. Similarmente isso pode nutrir aspectos de relação com o Efeito Observador - recentemente comprovado - pois as propriedades da luz se distorcem, de acordo com minha teoria, em tais limites. Ou seja, se o tempo é ondular igualmente fenômenos parecidos seriam observados o qual o prenúncio pode ser percebido, sem que se saiba na fenomenologia quântica, falo da reversão do tempo!

Fontes: Hypescience

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Sinopse do conto: 'O Extermínio'

Ainda no longo hiato que interrompe a produção de contos e livros de não ficção filosóficos, disponibilizo, porém, a sinopse de mais um conto para a antologia 'Cronomancer' de Gerson Avillez.

Uma espécie muito antiga que vaga entre nós, passando séculos se infiltrando, estudando-nos para nos aniquilar. No que parecia o apogeu tecnológico da humanidade a espécie humana parecia estar a beira da evolução quando na realidade estava sendo gradualmente transformada uniformemente. Agora que O Plano está exposto, resta aos Neo Sapiens o último passo, exterminar.
A principal diferença entre os homo sapiens e os 'eterectos' (como são conhecidos) está no cérebro, possuindo habilidades a mais e a completa inexistência de empatia, de modo que os primeiros psicopatas surgiram do cruzamento deles com a espécie humana.
Uma espécie degenerada e obcecada por poder. A medida que o tempo transcorre todos valores da sociedade que nos fazem humanos vão desaparecendo, valores relacionados a empatia e afeição, como respeito, dignidade, fidelidade...
Fora uma espécie criada quase junto com a espécie humana, mas de um cruzamento mais insidioso do que a dos Fundadores, os Antigos Imortais. Tudo que a antiguidade entende por demônios e portais do outro mundo se refere a eles.
Mas enquanto nos julgavam como animais, tentando tomar de nós a humanidade, eles serão julgados por leis humanas.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Sinopse e capa do projeto literário 'Paz Negra'

Abaixo disponibilizo a sinopse e capa do próximo projeto literário que reúne elementos filosófico com crítica sociopolítica, Paz Negra.

Após um cataclismo global que reduziu drasticamente a população do mundo é instaurado um único governo ditatorial na Terra que para os poucos da resistência passou a se referir como 'Prisão Global' onde não há mais família, herança, propriedade particular e o conceito de moral e valores foram totalmente invertidos. Não existem mais guerras conhecidas, somente o estado de opressão sem fim equiparável ao inferno de Dante. Mas quando um intelectual renegado que se junto a resistência escreve um livro intitulado 'Diálogos entre Maquiavel e Marx no inferno' que ironiza o que se tornou o comunismo num 'Estado hermético' e com apenas palavras promete revolucionar o mundo libertando a alma daqueles que nasceram sem nunca saber o que é certo, liberdade ou a verdade. Para eles a descoberta de um mundo passado que se tornou obscuro para eles será a revelação de libertação revolucionária.