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segunda-feira, 21 de março de 2022

Conto "Parentelas Abomináveis" da Antologia Verboversos

Sempre soube que era filho adotivo ainda que acolhido sob um amor genuinamente maternal. Tive sorte em estar num bom lar estruturado como daquela viúva do qual por sua herança tive bons estudos, recursos e pude desenvolver meu potencial. Porém, nunca consegui descobri que eram meus pais, a não ser que fui batizado pela minha mãe biológica com o nome de Joel. Porem, meu desconhecimento duraria até o dia em que sofri um acidente de carro ao capotar com o carro de minha mãe adotiva ao desviar de um cervo, tarde da noite. 

Fiquei uma semana em coma, e confesso que apesar dos médicos e entes queridos afirmarem eu responder aos estímulos de nada me recordei do período. Todavia, me recordei de coisas que não haviam quaisquer sinais de serem da minha vida levando alguns dizerem se tratar de reencarnação. Todavia, sendo mestrado era um pesquisador nato, e por isso cético, me levando a buscar paralelos com os sonhos e visões com a realidade, o que me levou a descobrir que alguns dos lugares outrora existiram, de fato. Nas memórias era contemplado com as lembranças e sensações de uma cientista que buscou recursos privados de financiamento, sem saber que o suposto filantropo a quem recorreu era uma espécie de gângster extraviado do próprio judaísmo, como italiano. O astucioso sujeito muito bem apresentado aparentava uma polidez na superfície destoante ao âmago.

Não sabia o nome da mulher senão uma pesquisa sobre genética realizada no que aparentava ser a década de 1960. Ela acreditava na possibilidade capaz de editar gametas de espermatozoides e óvulos, afim de gerar filhos isentos de doenças hereditárias ou genéticas. Todavia, seu estudo demorou a lograr êxito e por não dar retorno exponencial ao sujeito e atender seus interesses pessoais, este começou a persegui-la cobrando se possível o rim. Aquele homem era um tenebroso psicopata que sendo incapaz de ser fértil trabalhava em experimentos afim de gerar filhos. Todos nascidos como aberrações físicas ou nascituros, eram mantidos em celas como animais nos porões de seu laboratório, não passando por fim de experiências genéticas e eugenias funestas. Alguns destes, que eram tomados duma sedenta busca por carne e sangue humanos, pareciam possuir uma consciência que fisiologicamente dependia do sofrimento e injustiça alheia para ter satisfação. Mal sabia ela quem era aquele monstro, quando tive numa noite um vislumbre  do que ela leu sobre este, num lugar que hoje está em cinzas.

Era uma vez um mercenário que parecia ter vivido sob muitas identidades em várias culturas, que passou a fazer fortuna com extorsão e agiotagem, e se passou por judeu mesmo que sendo posteriormente expulso do judaísmo. Logo, edificou seu império sobre um esquema de pirâmide do qual exaltava suas facilidades e privilégios através da usura e usurpar de alheios, pelo engano, dano e dolo em seu templo de Mamon que de tão comercial e interesseiro fazia lá seus negócios em várias bancadas, levando seus clientes chamarem de loja. As promoções que esmagavam concorrentes eram graças a um ardiloso cartel de favorecimentos  e monopólios dos fornecedores e indústrias, minguando à falência pequenos comerciantes e empresários, quando não eram diretamente sabotados. Tal mausoléu da fortuna também se ergueu sobre as ruínas de clientes arruinados, hora sob falsas promessas, noutro sob coações que os silenciassem e levassem o triplo do que pegaram, e mesmo a serem explorados sexualmente. A obsessão disso era tão grande que sabendo ser destituído de qualquer razão perante a lei e fatos atuava na surdina das sombras e para ter garantida a guarnição da impunidade se respaldava apenas em sua rede de associados da corrupção, de sicários, torturadores a cobradores. 

Oferecia favores filantrópicos apenas a instituições e repartições públicas chaves a fim de ter os políticos e autoridades no bolso de modo a obedece-los. Quando não, sob chantagens de expor seus delitos. Ela descobriu ele ser tão cruel que planejava fundar um museu dedicado aos métodos de tortura e morte e de todos seus regimes políticos ao longo dos tempos. Para ele a hipocrisia e a tortura eram uma arte mantida as rédeas curtas.

Fora quando descobri que o próprio vendo beleza nela a molestou tornando-a cobaia de seu próprio projeto. O ato do coito dele eram rituais tenebrosos de tortura para que fosse capaz de ter ereções, esfacelando gradualmente a mente dela por aquele crápula em atos indescritíveis que me faziam despertar aos vômitos da cama. Somente então percebi que chegou a ter inseminação artificial duas vezes sem sucesso, e na terceira gerando um bebê grotesco de um só olho como um ciclope. Com esforço ela reuniu forças para escapar, mas vendo que a paternidade daquele monstro não geraria nada capaz de andar sob a luz do dia (no convívio em sociedade) ele a entregou na mão de um de seus cobradores, um jovem ex-militar chamado Vini Vicius que a molestou para mata-la, sendo salva pelo gongo quando dois policiais ouviram seu pedido de socorro. Apesar do homem ter escapado, ela ficou grávida e na rua da amargura caminhou comendo o pão que o diabo amassou. Apenas quando antes de pariu eu descobri quem era pelo nome que o batizara, Joel Grayson.

Fiquei estarrecido! E logo ao descobrir o nome dela pesquisei a perceber que havia sido internada após ter enlouquecido pelas torturas que sofreu, vindo a óbito 20 anos depois ao simplesmente desfalecer em amargura. Fui até o asilo após 18 anos de sua morte onde tive pistas do laboratório e soube que todas informações de meu inconsciente eram reais.

Seus experimentos com seus próprios óvulos despertou o que chamava de memória genética tornando tanto eu quanto ela capazes de lembrar parcialmente da vida de nossos ancestrais. Finalmente agora seguia os passos de minha verdadeira mãe  até adentrar as ruínas de onde era o bunker secreto. Tomado por infiltrações e goteiras, a ferrugem tomou vergalhões expostos e as espessas portas de ferro. Equipamentos velhos, caídos no chão e geladeiras, ainda tinham tubos de ensaio. O lugar tinha um cheiro acre e era assustadoramente escuro, porém, do breu entrecortado pelo facho da lanterna um vulto se contorceu esgueirando num salto para trás de um armário. Ao apontar a lanterna vi uma criatura sem pelos, ao lado de esqueletos deformados. Albino ao se virar de soslaio fitei sua fronte com um só olho. Era meu meio irmão que grunhia entre o balbuciar de palavras profanas.

– Sangue? Sofrimento? Faminto estou, mas nunca me sacio! Preciso apenas de um estupro antes de me alimentar!

– Está tudo bem, sou seu irmão. Vou te salvar! - Comentei tentando estender a mão quando ele abriu a boca mostrando presas afiadas como de um cão. Num rosnado saltou pra trás pondo as mãos cobrindo o rosto ante a luz, quando ele falou.

– Como as experiências que lembro dos ancestrais judeus no nazismo. Sim, sim, monstros imortais alguns viraram! Somos a contravenção a natureza que irá dominar o futuro, a aberração que irá destronar toda ciência verdadeira e Deus!

Ao completar aquilo, ele saltou sobre mim vindo para meu pescoço buscando morde-lo para beber meu sangue. Ele era enorme, tinha uns dois metros e as duras penas consegui me desvincular o atingindo com um extintor de incêndio na cabeça. Por décadas aquela criatura tenebrosa se alimentou de seus próprios irmãos, e o ato de tão repulsivo me consternou levando-me a insistir nos golpes do extintor, até que desacordado sua cabeça se abriu fazendo os braços dele tremularem num último estrebuchar. Não poderia acreditar que algo assim pudesse ter parentesco comigo, ainda que meu pai desaparecido fosse tão tenebroso em atitudes quanto aquela coisa que encarnava todas maldições aberrativas sobre minha vida. Sacrificado fora como algo fisiologicamente ímpio demais para vagar livremente sem atingir a sanidade e integridade física dos cidadãos.

Sabia que minha origem não me definia, mas meus atos ainda que de atos grosseiros gerados as atitudes daquele “pai" não era genes ou herança como aquele ser do qual a fisiologia desafiava a biologia e Deus.

Naquele mesmo dia relatei tudo as autoridades, mas ao chegarem ao local ele parecia ter sido deliberadamente limpo afim de dissociar o nome de seu antigo proprietário, para não ser maculada sua fachada. Fui desacreditado por isso, e assim na semana seguinte fui até o cemitério após encontrar onde minha mãe havia sido sepultada. Depositei flores quando fiquei tonto e repentinamente memórias dela me sobrevieram, mas dela mesma recordando a memória de seus ancestrais. Uma grávida que escrava havia fugido de uma fazenda de tomate entregando seu filho, nosso ancestral, a uma roda de expostos onde enjeitados eram abandonados. Filha de um estupro de seu senhor de engenho, ele era um ‘Banzo'.


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domingo, 20 de março de 2022

Melhores Frases do Mês de Março de 2022 - Parte 2

Seleciono a seguir algumas das melhores frases e pensamentos de minha autoria no mês de março de 2022. Clique nas imagens para amplia-las.











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sábado, 19 de março de 2022

O Crime de se Defender do Crime

A obediência bovina dos judeus aos nazistas
conduzindo-os a obediência nazista de sacrifica-los
seguindo ordens.

Que tempos atrozes estes onde o gênio da lâmpada acusa assédio e exploração por esfregarem nele e esperarem ter seus desejos atendidos, dos condenados por não mais aceitar se sacrificar, sofrer e pagar para girar seus moinhos do sucesso?

Vivemos num mundo onde os dominantes podem fazer o que quer contra os direitos alheios. No entanto, por nunca responderem, serem reputados, penalizados ou pagarem como prova do elitismo não significa que temos que aceitar tudo e ainda promove-los sabendo sermos vítimas potenciais. Antes estes tentam nos criminalizar na legitimidade democrática de protestar contra isso!

Fácil impor uma vida de cão nos ensinando a agir como um, para acusar ser um, como se não isentasse estes da obra do cão. Enxadristas dão xeque-mate, comerciantes cheque e corruptos apenas mate. Não, não tenho que ser o louco para que meus inimigos sejam inimputáveis, dar a maior prova do valor do capitalismo apenas sendo cobrado e pagando, inclusive pelos erros e crimes alheios, mesmo que apenas me prejudiquem. E quando a menor discordância se torna desavença percebemos que a divisão que nos enfraquece é a força deles. 

A única união possível deles é o fascismo. De um lado fasces e de outro nos dividir e conquistar. Mais fácil que o inimigo nos atacar é nos induzir uns matarem os outros para preparar o terreno pra ele, facilitado.

Caso seja budista tenho que condenar o cristianismo mesmo sabendo haver bons cristãos. Caso sendo de direita tenho que condenar todos de esquerda como se todos fossem criminosos. A divisão é mãe da dicotomia na genealogia da desigualdade do classicismo, sendo ele falsamente entre bons e maus, criminosos e mocinhos, ou direita e esquerda quanto todos se igualam nos erros.

Tal apenas objetiva o exercício de ter direitos individuais significando atropelar os direitos alheios os tornando seu privilégio e a outra em vítima da desigualdade.

Há coisas que sabemos ser inevitáveis como o amanhecer, precisar respirar tanto como um dia todos irão morrer. Mas a diferença se perfaz no que fazemos durante isso. Ora, há diferença entre os ciclos e estações tanto como de circunstâncias e situações. Suponhamos que te façam um cerco onde criminosos obstinados na injustiça decidiram te estuprar e matar para ficar com os espólios, a qualquer pretexto. Não há policia no fim do mundo, e você está desarmado. O que faz? Vai pra fora e facilita para eles te matarem, se mata ou senta e espera? Ou talvez ainda faça propaganda pra eles? Caso você pegue câncer de pulmão por ser fumante passivo você deve abandonar os tratamentos ante a irreversibilidade e fazer propaganda do tabaco ou o contrário para ao menos impedir que outros morram?

Similarmente sabendo que será massacrado covardemente luta como espartano em 300, ou simplesmente busque só alertar o mundo todo sobre o perigo que estes são? Heróis foram os judeus que morreram lutando no gueto de Varsóvia, não os que aceitaram morrer como gado agindo como tal ao serem conduzidos subservientes ao abatedouro sem nenhum crime ter cometido. Se estamos condenados injustamente, justifiquemos a condenação lutando contra!

A escolha sempre existe e apenas a ilusão do oposto se dá pela suplantação do moral e volições. Como o ódio e medo é a vaselina do pensamento mágico e um passo para o fanatismo e extremismo que leva apenas a engrossarem o caldo de realidades fatalistas.

Porém, quem não luta pelo futuro que quer, deve aceitar o que vier. Se o estoicismo e amor fati, para alguns é tão autoevidente isso prova de que você é obrigado a concordar e aceita-lo? A fatalidade tem início da imposição das ideias para que as atitudes se cumpram.

Mesmo Sun Tzu dizia que “quando cercar o inimigo, deixe uma saída para ele, caso contrário, ele lutará até a morte." Ao contrário o heroísmo não se engendra em vantagem, mas contra as probabilidades e a história está cheia desses casos "fatais" a vencerem pelo engenho contra as probabilidades e supremacia, do Vietnã ao Afeganistão, ou a Finlândia ante a URSS?


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sexta-feira, 18 de março de 2022

Tratados Internacionais Devem Condenar Os Sintomas Motivadores de Seus Crimes


Como os crimes de guerra, o nazismo não tem que ser apenas condenado no nome e seus símbolos, mas na identificação que por tratados internacionais, tanto por características. Tal como uma doença por sintomas genéricos e universais, estes os quais todo tipo de extremismo radical e fanático. Estes devem ser tratados como crimes, em estado de paz ou guerra, tanto como o uso de armas químicas, biológicas, estupro, morte de civis e genocídios, pois os adeptos de tais características sempre serão os que normalmente usam de tais crimes de guerra. A notificação de tais tratados sobre seus efeitos apenas atacam os sintomas, não as causas. Assim como todo etnocentrismo em seu radicalismo propõe lavagens étnicas o radicalismo repele diferenças contra direitos alheios, incorrem a muitos traços comuns e frequentemente recortem aos próprios crimes de guerra em si. Direitos civis e individuais são indissociáveis mesmo que manipuláveis. E mesmo sabendo de grupos fechados de elitistas políticos serem presididos por classificados criminosos de guerra foragidos, o alerta ainda que não cumprido deve ter cobertura midiática afim de recuos, que ante o escrutínio público e de influentes tem sido comprovadamente eficientes. Ainda que muitos não  venham aderir na prática, a intensão visa impedir a formalização oficial de tais atos e práticas os relegando a informalidade marginal, ainda que sendo preciso maior extensão cooperativa de extradição aos países adeptos.
Por esse motivo classifico alguns critérios para classificações de doutrinas análogas ao nazismo e suas adjacências derivadas, por descendência direta, ou não:

- Perseguir a pretextos meramente discriminatórios e por ódio, não criminais ou jurídicos;

- Tornar cidadãos tais vítimas  de segunda classe, sem os mesmos direitos da primeira classe que os detém em privilégio;

- Ser proibido de ir e vir em certos lugares públicos;

- Atacar qualquer pessoa que os defenda, ame ou auxilie seus assim perseguidos, tal como opositores em geral quando mesmo suspeitos e condenados tem direito a defesa;

- Confiscar (todos) bens destes;

- Esterilizar ou "morte benevolente" de pessoas doentes ou deficientes;

- Lançar em guetos para trabalhos forçados;

- Ser vítima de ostensiva e repetitiva propaganda comprovada e intencionamente caluniosa;

- Pretensas genocidas de extermínio de raças e etnias;

- Exploração sexual e estupros em campos de extermínio (ou não) e trabalhos forçados;


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quinta-feira, 17 de março de 2022

Influências Filosóficas e Literárias: J.R.R.Tolkien

Como todo autor que se prese tem suas fontes de inspirações, conscientes ou não, elas ao participarem (ao lado das experiências de vida) da formação da personalidade em suas preferências e gostos, desde a infância ajudam a moldar seu modo de pensar ao lado de suas experiências de vida e conhecimento de causa. Mesmo um dialogo, ou informação solta ouvida, me serve como base para desenvolver a antítese de um argumento do qual discordo plena ou parcialmente. 

Como um filho o autor está para o pai ao deixar a marca indelével dos genes de pensamento e personalidade de modo a serem facilmente contextualizados como fatos metafóricos de sua vida e conhecimento. Por isso biografias sérias e comprometidas explanam esses laços de vida e obra do autor, tanto como a ponte entre a ficção e realidade, ao contrário do charlatanismo arraigado meramente no desejo e cobiça antiéticas, impostores que buscam como sombras projetarem maior grandeza a que lhe compete suas obras por talento e inteligência. 

A obra de um autor é parte de sua vida numa dialógica com a realidade em graus metafóricos e simbólicos que expressem sua subjetividade prosaica ao estarem em sua totalidade alinhadas em sincronicidade. E dentre poucos autores ao lado de Lovecraft e mesmo o cinema na minha adolescência, e começo de juventude, foram forte inspirações, dentre elas a habilidade de Tolkien em criar mundos que a despeito de serem fantásticos sua fluidez e verossimilhança suplanta a de muitas alegadas ficções científicas. Por qual motivo?  Todos universos ficcionais são jogos mentais criados baseados em regras próprias dos quais sua coesão ajudam dar profundidade ao movimento dos personagens na narrativa até que, muitas vezes, ganhem vida própria tornando o autor a testemunha de sua própria criação como a criança que como filho cresce a medida de sua educação. A colaboração permeia dos genes aos memes, a informação entrelaça estes como o fruto a árvore sem o qual inexistia. Vamos assim aos exemplos de parentesco da ficção dos livros de minha autoria, do qual mesmo os ensaios de não ficção expressam a filosofia como da ficção, fracionária. 

O um Anel, como os anéis do poder em 'Senhor dos Anéis' inspiram a interpretação do que são uma demonstração metafórica não apenas de alianças fascistas e prostituídas, mas de um conhecimento de poder (Verbogonia) que as unem. O olho de Sauron como a panóptica de Bethan, uma vigilância opressiva e orweliana, O Olho que cobiçoso não vigia como observador as injustiças e maus, mas através de tais exerce seu poder. De tais interpretações as inspirações dos quais os paralelos fomentam a epistemologia de tais conceitos em sua progressão tendo inúmeras referências em contos e livros, como tecnologias capazes de invadir mentes controlando as pessoas através dos sonhos (Adormecidos) aos indutores de volições e emoções como paralelo a ciência de poder que na ficção por esta tecnologia conceitualmente fictícia (mas potencialmente plausível) visa nos condicionar o que queremos e somos, sendo por drogas como nos contos 'A Droga da Maldade' e 'Metafonoína' dentre outros. 

Os muitos povos de Tolkien que como construtor de mundos imaginários influenciaram a criação dos muitos mundos paralelos de meu multiverso, e seus mitos e lendas entrelaçadas.

Como a cultura de povos que ao invés de se relacionarem linearmente, tais ocorrem por meios paralelos ou de retrocausalidade como metáfora a busca do reacionário no passado para mudar o futuro, pela repetição, ou trazendo o passado pra nós apenas em seus deméritos. Ainda que tenhamos os bons como exemplo contrário - os que visam romper esses grilhões imperativos, a tudo controlando pelo 'O um Anel' – ao buscarem conduzir todo o fluxo de eventos a seus interesses, as incursões destes ao passado visam buscar verdades encobertas e romper adulterações desse passado aos interesses egoístas do dominante. De Silmarillion, o épico apêndice mitológico de Senhor dos Anéis, constroem tal paralelo ao passado desse mundo onde das genealogias as línguas criadas pelo autor inspiraram a origem de muitos seres e genealogias de meus livros, tal como suas odisseias e epopeias redentivas, decadentes ou heroicas, além tempo comum. Mesmo a língua fonética criada por mim ao povo subterrâneo, sem olhos, entre outros demonstram essa inspiração no filão dos contos de submundos onde arquétipos demoníacos (como os Orcs) e guardiões a sobreviventes dominante lutam. O maior tour the force, porém, análogo a demanda do Anel na central trilogia do autor foram bases para a inacabada obra 'Sombras dos Tempos' onde uma caixa, ao invés de um Anel, conduz os eventos através dos tempos, ainda a interesses aqui benéficos a um advento que vise libertar dos males a humanidade, ao invés do oposto.


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quarta-feira, 16 de março de 2022

A Mitologia Grega e o meio caminho a filosofia

Mito de Perseu ao vencer a Medusa que
não poderiam encarar sem virar pedra
levando-o a usar um espelho para enxergar-se.


A menos que a cultura e moral seja a cultura do estupro ou da corrupção não existe baixa ou alta cultura senão arraigada na baixa intelectualidade reproduzida por sofismas, falácias e demagogias donde afloram tais dois primeiros exemplos. A baixa intelectualidade retroalimentada em maus hábitos viciosos que tendem ao coletivo demonstram degradação a filosofia moral a proporção que geram vítimas. A cultura grega é exemplo, a salvo cultos sombrios como a Dionísio e oráculo de Delfos que fomentaram o surgimento da filosofia em rompimento aos mitos religiosos deles.

Porém, da mitologia grega adveio a origem de diversos termos da cronologia, hidráulica, morfina aos nomes de planetas. A belíssima mitologia grega mesmo que antagonizada por Sócrates inspirou em muito a filosofia. Por ser carregada em reflexões, críticas e lições morais ainda hoje tem influência tanto na nomenclatura científica, termologia popular e exemplos ecoados pela história.

Do paradoxo de Teseu, Complexo de Édipo, Narcisismo, Cavalo de Troia, aos pontos fracos como calcanhar de Aquiles, fio de Ariadne ou as cabeças da Hidra a mitologia grega expressava a mentalidade cultural e religiosa do povo grego, mas também bases do pensamento ocidental que distanciou os filósofos dos sofistas o que culminou na maioria das ciências hoje.


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terça-feira, 15 de março de 2022

O Contrassenso é o Práxis apenas do Idealismo Hipócrita

Me acusar do que me faz e dizer que eu estou invertendo prova ser tão verdade quanto me caluniar e achar que isso prova que sou mentiroso. Chegaremos ao ponto em que para combater o machismo quem nunca molestou, abusou ou estuprou terá que ser obrigado a ser gay para que, adorando o pênis dos machos alheios, se combata o machismo. A falácia está pra antiética que o negacionismo para o anticientificismo, e não por menos os dois frequentemente se cruzam, ou caminham juntos.

Da deontologia ao maquiavelismo advém a instrumentação de políticas, ideias e crenças suplantando mesmo os erros do dogmatismo. 

Alguns achando promover a justiça usa da injustiça para se adornar do oposto, como se o caminho para a utopia fosse o distópico. O frenesi disso é a prática que se torna o idealismo do inatingível  a proporção que se contradiz do que, por isso, nunca será atingindo no geral. O ápice das práticas das cinzas ergue apenas o idealismo mítico da fênix que na prática será apenas sobre as ruínas do que prestava, o martírio de muitos a benefício de poucos tal como qualquer elite totalitária ou despótica. Melhor morrer por seus princípios do que ser morto em prol do contrário, pois a prática antagônica aos fins é apenas o exercício da busca idealista de esperar plantar males para que venham bens, como estuprar para combater o estupro, ou exercer práticas fascistas e nazistas para combater o nazi-fascismo. A instrumentação política se torna sua própria quimera a que deveria combater.

Todas teorias filosóficas, de morais a política se tornam mera fantasia de ostento ao oposto do que é, um fomento ignóbil que mascara apenas monstruosidades e barbáries de torpeza singulares em sua repetição, tornando tais filosofias no máximo instrumento desse egoísmo primitivista a sua fachada. A hipocrisia e duplo padrão moral é o idealismo de ser o mal se apresentando por bem, altruísmo ou heroísmo. A exemplo da operação lava-jato no Brasil prova que mesmo a lei pode ser instrumentalizada como propaganda narrativa ao ser seletivamente negligente.

A sociedade perfeita se torna a proporção disso um utopismo idealista equacionado equidistante no práxis do contrassenso, motivo do fracasso da maioria de todas políticas, regimes e governos da história. O problema é o poder que sempre rivalizará a liberdade alheia e entorpecerá seus detentores, usando da arbitrariedade a qualquer pretexto em si. Se a sociedade sempre terá indivíduos imperfeitos como eu e você, o despotismo nasce de sua prática sistematizada contra o diverso. Os objetivos de alguns acabam por ser intencionalmente, ou não, o presente troiano recheado pelo ardil do oposto.

Quando não estão integralmente com a verdade dos fatos e a lei, escolher estar de que lado é irrelevante para o justo, pois nenhum destes estarão de seu lado.


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segunda-feira, 14 de março de 2022

Sinopses dos Melhores Contos de 'Verboversos'


Ainda que parte de uma antologia intricada ao abarcar contos que estão relacionados entre aparentes relatos do misterioso anfitrião duma biblioteca secreta (e de suas vítimas arrastadas a uma fonte de desgraças e miséria desse culto secreto sádico), todos os contos possuem histórias fechadas em si ainda que com conexões apenas compreensíveis na abertura de sua totalidade. Abaixo separo alguns desses melhores contos, segundo o próprio autor.

Fatum Libro (Verboversos - 2022)
Ao encontrar um livro, uma jovem negra fica perplexa com o modo com que o livro parece narrar e descrever a leitora levando-a a fatalidade de encarnar suas palavras em atitudes, mal sabendo se tratar parte de um escuso experimento dimensional sobre o caos.

Despertar Vermelho (Verboversos - 2022)
Numa URSS liderada Leon Trótski após desmascarar um conluio de Stalin contra ele e os seus o totalitarismo nunca ocorre levando a prosperidade e triunfo do socialismo no mundo, para o desespero dos Estados Unidos.

Museus dos Deméritos Humanos (Verboversos - 2022)
Dois psicopatas sádicos vislumbrados visitam o primeiro museu das atrocidades humanas onde todos tipos de governos, regimes políticos e torturas são perfiladas como a maior fonte reacionária de seu curador, um misterioso homem que sonha com o idealismo da volta de um mal primordial que venha emergir no futuro da confluência de tudo isso.

Loteria do Mal (Verboversos - 2022)
Ainda que sem acreditar que amostragens de violência simbólica num governo totalitário possa levar um homem muçulmano ser selecionado num reality de show de horrores, o infortúnio ocorre levando ele a ter sobre si todos azares gerados por uma engenharia de caos que encarna sobre suas vítimas (e quem ajuda-las) toda desgraça, maldição e miséria.

Diário Esquecido de Vini Vicius (Verboversos - 2022)
Após um garoto entrar numa casa abandonada encontra o diário e o corpo de seu antigo morador, a muito desaparecido, um psicopata agiota que nas horas vagas se diverte como estuprador e assassino serial que usa por critérios trocadilhos para selecionar suas vítimas, levando ele a um fim enfadonho, digno de sua mediocridade intelectual e senilidade moral.

Assombrações da Loucura (Verboversos - 2022)
Após um monge ler um misterioso pergaminho que narra as origens doutrinárias de Sodoma e Gomorra, ele parece ter evocado um mal ancestral ao monastério do qual a suposta divindade - um ser vampiresco imortal - envia cães negros do inferno para reaver seu texto doutrinário do culto sexual, e acabar com este monge.

Versos da Loucura (Verboversos - 2022)
Num mundo onde as superstições se tornaram rituais cotidianos para todos, um grupo de visitantes céticos pode ter um fim irônico ao esbarrar com uma série de rituais tais.

Testamento da Desgraça (Verboversos - 2022)
Um dos inúmeros textos de um imortal vampiro, narra o declínio de suas características a seu estado ao longo dos tempos a torna-lo um ser de fisiologia inatural que necessita do sofrimento, injustiça e morte de vítimas para alimentar sua imortalidade.

Sob a Luz do Amanhecer (Verboversos - 2022)
Após um grupo de turistas de várias religiões dar carona, tarde da noite, a um homem misterioso, eles se veem jogados uns contra os outros numa intriga que visa a divisão, medo e ódio afim de saciar a verdadeira natureza daquele ser vampiresco.

A Ilusão do Ódio (Verboversos - 2022)
Após uma mulher que parece encarnar tudo que é mais discriminado, como negra, lésbica e deficiente percebe se tratar de uma simulação punitiva que sob a suspensão de suas memórias um reacionário racista e misógino é obrigado a passar para sentir na pele como vivem suas vítimas.


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