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domingo, 17 de outubro de 2021

Guerra Narrativa: As Palavras do Poder e da Razão

A guerra narrativa aparenta advir da fragmentação etnocêntrica iniciada desde a Guerra Fria como a progressão do modernismo etnocêntrico quando a ideologia política passou a ser priorizada em detrimento da lei e fatos, entre a propaganda cultural norte-americana e a da URSS. Da propaganda nazista o mesmo se tornou paulatino ao afastar-se dos fatos objetivos e leis isentas, sendo a narrativa em última instância o mecanismo com que o etnocentrismo se estabelece na seleção arbitrária, tendenciosa e parcial de factoides, leis e éticas como mera instrumentação orquestrada de vários setores públicos, como a corrida espacial na Guerra Fria, a propaganda nazista ou a lava-jato desviada de seus fins iniciais a atender demandas políticas. Com o acentuamento obtuso do relativismo como advento da pós-verdade pós-modernista as coisas ficaram ainda mais turvas, e social e psicologicamente crônicas.

E disso o neoliberalismo se faz valer com maestria jorrando seus rios de dinheiro no fluxo narrativo da história, confundindo pautas de direita e socialismo, não tendo efeitos práticos ao melhor de nenhum dos dois. Dentre seus meandros há elementos como o "cancelamento" que transpõe as ideias de exclusão e escurecimento ao tendencioso escrutínio público potencializado pelas volições de ânimos por elementos muitas vezes tênues ou inconclusivos, como a diferença entre um  Jeffrey Epstein e Morgan Freeman. Curiosamente essa narrativa faz pressão psicológica contraditória num "politicamente correto" que aspira ao tóxico quando sinaliza uma radicalização que assedia mesmo em prol do homossexualismo a pretexto de combater a homofobia, como se a ideologia de gênero neoliberal pudesse ser imposta a alheios, de modo contraditória a si mesma. Tais aspectos apenas fomentam a ideia da destituição da ordem social dos direitos constitucionais e democráticos. Sob os tentáculos neoliberais ao tencionar posições classicistas arbitrárias aos direitos e atitudes dos indivíduos, este impõe o novo cânone discriminatório através da alcunha hipócrita do aparente do oposto. 

O ato de discriminar, como se diz o significado, é a disposição de 'separar', ou seja, compele uma ideia de ordem de organização por critérios próprios que tal como a discriminação não se atém a aspectos de critérios de isenção jurídica ou ética das atitudes e feitos comprovados destes, mas a interesses de poderes políticos e sociais. Basicamente a discriminação assim almeja uma hierarquização classicista estruturada na desigualdade de direitos ainda que sob meandros camuflados do oposto.

Seria como por este por ser indesejado usa-se qualquer coisa sem base conclusiva e substancial (juridicamente) para execra-lo da sociedade de modo excludente e meramente censurador. Ainda que os meandros sejam diversos ao racismo ou machismo, por exemplo, este usa elementos vagos, mau entendidos ou mesmo aspectos criminais sanados juridicamente ao serem amplificados exponencialmente como padrão de conduta a exemplo de abusadores e estupradores seriais, mas sem estes os serem.

O cidadão denuncia o crime, o fofoqueiro apenas a si mesmo ao expor seus verbos do preconceito e calúnia sobre alheios. Assim a privacidade que preserva os direitos individuais, tem seu equivalente oposto no segredo que apenas protege a impunidade do crime sobre a vítima. Por isso o cidadão respeita o primeiro, não o segundo ao contrário do oposto.

Todavia, os problemas tem início quando o errado ao desejar ter razão inventa a culpa alheia, quando quer mandar, ter poder e lucro inventa a dívida ou extorque o oprimido. O ataque moralista é o festim legal da defesa do erro, como a mentira seu escudo.

No jargão destes é comum termos como 'deve', 'posso', 'perdeu', 'merece', 'precisa', 'necessário' e é 'útil' ou 'inútil', pois os mesmos que discutem mais posições, status, títulos e poderes sempre serão os que menos se importam com a isenção do certo ante a ética e direito e os fatos objetivos que isso atestem, enquanto a vítima e o oprimido carente ante estes são suprimidas. Por isso é preciso que troquem as palavras 'riqueza', 'fama' e 'vencer' por pagamento, reconhecimento e justiça, pois os primeiros a exemplo dos dominantes podem ser excessos e injustos, mas o segundo nunca. O bem comum e os direitos básicos não são riqueza ou privilégios, senão ante a desigualdade que nos alimenta com a ração do desumano por racionar em avareza ante sua ganância como garantia de seu caviar da desigualdade, tanto como a destituição de todos demais direitos alheios. 

Por isso ao invés de discutirmos direita ou esquerda, conservador ou progressista, socialista ou liberal temos que discutir a verdade e o certo como denominadores comuns apenas que interessa aos bons, pois dos rótulos vem pensamentos dentro da caixa. Temos que combater toda inconstitucionalidade intencional como crime contra a democracia, um erro contra o bem comum!

sábado, 16 de outubro de 2021

Offshore dos Pecados Hediondos

Quando ocorre um distanciamento entre discurso objetivo e prática emerge o práxis do duplo padrão moral acarretado num distanciamento entre ética e estética ao ponto da parcialidade e mesmo contradize-la. A exemplo das suntuosas fortunas das offshore onde a etiqueta é majoritária, a ética é turva, parcial e fracionada, disso discernimos a origens dos termos grandeza e grandioso, como a etiqueta ser a pequena ética e a verdadeira virtuosa. Disso leva aos mesmos critérios de todos os princípios hipócritas da Ilusão escorados em moralismos de duplo padrão moral onde como piratas as leis e a constituição deixam de ser a base única do práxis se tornando mais uma carta guia ao sabor autocrata ou plutocrata, onde deixamos de ter direitos emergindo a servidão para que estes o tenham em privilégios. Se os pecados e crimes dos pobres tem começo pela escassez e privações a dos abastados sempre serão pela intencionalidade e excessos.

Há os ricos que são ricos pelo que devem por apenas ganharem e nunca pagarem impostos sobre o lucro, e os pobres que devem por não ganharem nada que dê para pagar! Do primeiro é reforçado pela autoafirmação de merecimento e superioridade o que abrange inclusive dívidas jurídicas. O que leva apenas a toda desigualdade e ilusões perpetradas pela aparência de legalismo e ausência de transparência e isenção. A seguir alguns desses princípios da ilusão:

- Princípio da parcialidade e contraditório:

- Princípio da hipocrisia, ou moralismo e duplo padrão moral:

- Princípio da Omissão ou Secretismo:

- Princípio Demagógicos e Sofísticos:

- Princípio do Desvio da Atenção ou a Males de Legitimação:

Dentre os mais vivos exemplos em deter um senso de superioridade está na busca pela desigualdade em privilégios, apenas legitimada com vilões imaginários contra todos os fatos, a exemplo da infundada discriminação, ou onde o senso de urgência contra qualquer tipo de males e problemas leva a justificar desvios de conduta, opressão e por vezes Estado de exceção. Onde deixam de ter direitos na servidão para que estes tenham. O uso do medo e ódio são comuns para uniões bovinas do povo contra esse "problema" por vezes deliberado induzido pelos próprios. A discriminação é o medo da diferença sob a forma do ódio em prol da desigualdade, enquanto a vítima tem medo disso sofrido. A misantropia é a soma de todas discriminações.

Tivemos o "LuxLeaks” em 2014, os “Panama Papers” em 2016, os “Paradise Papers” em 2017, "Pandora Papers" em 2021 e daquipra frente parece estar agendado o "Pampers Leaks".

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Quando o Sonho do Oprimido é se Tornar Opressor

O reproducionismo demagógico sempre será uma hipocrisia delimitada e falsamente definida em discernimentos apenas aparentes por títulos e letreiros ideológicos, políticos ou de crença quando não passam de variáveis do mesmo moralismo hipócrita, no que sempre tem escapismo apenas a responsabilidade moral e social dos fatos, éticas e leis objetivas. Constitui na verdade a deliberada imposição classicista camuflada sob as muitas máscaras meramente míticas de um menticídio paulatino por narrativas menos falseáveis que a ficção.

O negacionismo dos fatos é percurso do mesmo a injustiça, inclusive social, da repetição de nulidades éticas do qual o único modo de combater uma injustiça sofrida é perpetra-la sobre alheios. É a consumação de tudo o quanto Paulo Freire combatia na máxima da educação libertadora, de que quando a "educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar opressor". É o conceito de que o combate a luta de classes é reforça-la. Exemplos desse materialismo histórico (que Marx combatia) é claro como práxis da tragédia catastrófica, dos alemãs a míngua da derrota pós guerra no tratado de Versalhes que culminou na Ascenção do Nazismo, aos próprios judeus que sendo dizimados, hoje possui um estado sionista igualmente opressor no Oriente Médio, ou um exemplo ainda mais contemporâneo e conterrâneo, a ascensão de Bolsonaro e sua trupe contra a "funesta corrupção" exclusiva dos 'degenerados comunistas'. O fato é que a hipocrisia é a única religião da ideologia falsificada independente da máscara, encarnada na doutrina do duplo padrão moral exprimida há décadas pelo senso comum de ditados populares como "faça o que digo, não faça o que faço". O embotado discernimento destes são meramente titulares e rotulativos, não éticos por isenção, se tratando, por exemplo da luta entre direita e esquerda, perdedores e vencedores, do que entre o certo e errado, o crime e a lei, contra a desigualdade e injustiça.

Parece um conto de fadas permeado por fantasias que tem de real apenas as tragédias provocadas. Como os três porquinhos alternam as casas das ideologias, mas como escapismo dos próprios atos ao temerem o 'lobo mau' da verdade e justiça isentas, ou falando em termos selvagens, caranguejos dos charcos pantanosos dos mangues da cultura da corrupção.

Entre estes o denominador mais comum como motivador, é advogar a meritocracia ante os males sofridos como pretexto para reproduzi-los sobre alheios e deter privilégios na substituição plena e total da justiça e legalismo, ainda que sob a fachada moralista e projecionista desse, como marco apenas regressivo a civilização.

O principio da suspeita na ausência de provas não condena, mas também não inocenta. Antes um indício isolado denota acaso, a sucessão deles pistas, pois o princípio de que para proteger um crime grave, mais crimes se devem cometer, pois assim como a mentira e a omissão visam esconder (por motivos suspeitos) o crime e a vítima. Um crime isolado mediante a gravidade não denota intensão, mas a sucessão comprovada desses comprovam a discriminação ou perseguição. Por isso os defensores da lei desejam que falem, os bandidos silenciam, pois para os criminosos o silêncio é direito, mas o silêncio imposto a vitima crime. Os que calam sempre serão mais suspeitos dos que falam, pois as palavras dos maus servem apenas de prova se forem calúnia, chantagem e injúria. Uma teoria não é mentira, mas o negacionismo factual é sucedido pela negligência ética e legal, pois se o oculto provasse a inexistência do crime quadrilhas anunciariam em revistas seus planos de assaltos, latrocínio e fraudes. Por isso nos recantos da escuridão as trevas do crime crescem no silêncio onde a luz pública e do Estado não adentra em juízo de isenção. Toda minoria é vulnerável por ser negado seus direitos, mas se tornam parte do problema quando a reproduzem sobre alheios.

A verdade das ideias para estes podem ser mais perigosas do que suas armas, ao menos para os que apenas são perigosos contra os direitos alheios, pois elas representam asas que podem libertar do peso opressor que empurra ao rebaixamento classicista da inferiorização.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

As Leis do Caos

Fractais como exemplo de padrões de regularidade no caos.

Muita gente ao associar os ideais anarquistas ao caos reproduzem o senso comum de que o caos como tal é o oposto a ordem e a lei. Porém, tal suposição não é apenas equivocada mediante as origens semânticas e filológicas do léxico como filosoficamente o caos possuem padrões  tanto como a harmonia os tem em regularidade. Ainda que tal suposição de leis não seja no sentido de precisão estas estão para a delimitação de padrões de comportamento quanto a seleção natural para a teoria da evolução.

A exemplo do experimento científico 'Universo 25' que sugere que a vida harmônica é programada para suportar um limite ordenado de indivíduos dentro de uma margem randômica, vindo a degenerar a medida do aumento volátil no crescimento de densidade populacional desordenado, pois o caos atua atenuado em áreas menos densas e todos seres estão suscetíveis as leis físicas, a exemplo das pragas e infestações. Elementos de reestruturações de alta densidade desigual por área, hermetização social, e grau do volátil são fatores determinantes ao caos tanto na física, natureza e sociologia a exemplo dos chamados círculos fechados de ódio, ditaduras, quadrilhas e seitas. As leis do caos abarca a todos e atendem sempre pontos de desequilíbrios cíclicos, a harmonia e ascenção, o ápice (densidade e intensidade) e o dissipar.

Do mesmo modo que supomos que o desequilíbrio é acarretado pelo caos podemos dizer que a desigualdade é seu catalizador, tanto econômica, social, de poder e direitos. Não por menos podemos observar esse fenômeno em comunidades carentes adjacentes, especialmente a de centro urbanos, donde culminam condições propícias a criminalidade por fatores iniciados na desigualdade dos moradores de classes baixas, sendo nicho comum as realidades que recrutam a criminalidade àqueles que destituídos de direitos e oportunidades iguais tem apenas no caos do crime a oportunidade de ascensão.

Curiosamente esses nichos de ciclos viciosos sociais geram estruturas geradas a partir da desigualdade que as compele ao gerar organizações criminosas ordenadas num grau de fechamento volátil elevado.

Dentre estes podemos assim perceber que no cosmos e harmonia há padrões de regularidade enquanto no caos o oposto, padrões irregulares que perfazem comportamentos análogos a randômica de elevada variabilidade, sendo na entropia ou termodinâmica. Enquanto o padrão de regularidade apresente uma margem de previsibilidade maior por ser mais estável, o padrão de irregularidade tem a precisão menor e mais restrita, como a diferença nos estudos da previsão do tempo e o estudo das mudanças climáticas ou fenômenos do clima de periodicidade maior como El Nino.

Todavia os dois estados apresentam padrões que podem ser lineares ou não lineares, o último quando o fator de estopim de um desequilíbrio excede a causalidade direta acarretando em padrões de irregularidades em intensidade, tanto como de variabilidade maior e precisão menor, enquanto os padrões lineares ao se aterem diretamente as causas sazonais ou de interferências diretas do homem nas mudanças climáticas podem aumentar o número da incidência de padrões irregulares, sendo este porém um padrão linear de causalidade direta. Todavia, algo de efeito direto maior, como um supervulcão ou asteroide podem apresentar uma mescla perniciosa desses padrões. Por exemplo, as pandemias originadas no desequilíbrio são partes cíclicas do caos como reação do biomas para tornar sua harmonia original. Ainda que o percentual de infecção seja o mesmo o número de mortes aumenta em razão ao número populacional levando em questão fatores intrínsecos as condições de vida, hábitos sociais de higiene, desigualdade econômica e densidade populacional evidenciando que a peste não é o desequilíbrio, mas o efeito disso. Parte de causa direta do ser humano, sendo padrão regular ou irregular. Assim percebemos que são os seguintes tipos de padrões:

- Padrão de regularidade e padrão de irregularidade.

- Padrão linear e padrão não linear.

Apenas mediante pontos de padrões irregulares (que sempre serão assimétricos como toda desigualdade) com o aumento de variabilidade do caos este sempre será a curto ou médio prazo na compreensão de que o fluxo do tempo segue um padrão de regularidade constante e ostensiva a longo prazo. Tal fomenta a possibilidade de estruturas organizadas de informação e matéria ainda que, em parte, padrões irregulares assim levem a seu contrário favorecendo o harmônico cosmos. Os padrões irregulares são como ondas de impacto em intensidades diferentes num rio e os padrões regulares o próprio fluxo desse rio. Do mesmo modo que o ditado diz 'após a tormenta vem a bonança' percebemos intuitivamente essa verdade, nenhuma tormenta é eterna, ainda que se suceda na eventualidade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

A Estruturação de um Totalitarismo Psicótico

O Flautista de Hamelin.

Se a inteligência é a capacidade de auto-organização e gestão da informação exterior interiorizada, a consciência é a habilidade inteligente de discernir os diferentes padrões dessas informações enquanto a autoconsciência seria fazer o mesmo sobre sua própria percepção em proporcional grau de autoconhecimento. Sendo este o último e mais elevado grau da inteligência, ao contrário da cognição que realiza essa gestão reativa e instintiva ao ambiente. Assim sendo a inteligência emergente da organização da informação em padrões orgânicos dando lugar a vida para que por fim o nível maior de organização surja através da cognição como passo primordial de reatividade informativa ao ambiente. Após esses passos exponenciais ainda haveria um hipotético grau ainda maior que seria uma transcendência a própria consciência (e corpo).

Apenas é livre quem questiona a própria liberdade. Por esse motivo a sistemática e intencional destruição da mente consciente demonstra um sombrio método regressivo cujo propósito de instigar a dúvida e medo visa substituí-las por ideias e atitudes diretamente opostas às ideias e atitudes sociais e amistosas da consensualidade, similarmente ao método de sujeitar as pessoas a torturas mentais e físicas, e extensos interrogatórios e sugestões. A aglutinação da informação alienante pelas volições abolem a inteligência na ebulição instintiva, o qual o apelo ao medo a violência simbólica visa neutralizar qualquer exemplo positivo do contrário. Disso visa a constituição de um totalitarismo psicótico sob o constante estado de alerta pelo medo e ódio permanentes como normatização da paranoia e outros cid psiquiátricos.

Ante a banalização da violência e do sexo ao favorecerem a cultura da corrupção e estupro abalizando a aguda crise de valores parece haver a intenção de buscar uma normatização de doenças mentais que apregoam o ódio noutras e na diferença, que em mentícidio promovem um aglomerado de cid psiquiátricos do "mal", de psicopatas de alta pontuação na escala Hare, tais como narcisistas, voyeurs, cleptomaníacos megalomaníacos,  mitomaníacos, sádicos com parafilia e síndrome de Deus no efeito Lúcifer da tríade sombria que sempre são os mais neurofóbicos, misantrópicos e misóginos. Os sintomas análogos a círculos fechados de ódio sendo amplamente pesquisados em sua nomenclatura científica e clínica tem sido bombardeada ante as décadas de trabalhos de pesquisadores e psiquiatras forenses ainda que mediante eventuais alertas de especialistas.

Quando a inteligência e consciência deixam seu potencial racionalizante de organizar a informação de modo autoconsciente, a ebulição volitiva eclode desfazendo o discernimento análogo, tornando a informação randômica predominante de modo opressor ao input sensorial, significando a destituição da humanidade onde a realização entre oprimido e opressor ao passar entre vício e trauma leva as relações predatórias e selvagens onde paranoias ao coletivo podem emergir psicoses em massivos frenesis delirantes.

A psicose como os vários tipos de loucura são dissonâncias cognitivas em desacordo de harmonia ao todo. Ainda que a ignorância e engano atenda parte desse critério a loucura porém almeja uma sobreposição aos fatos e leis estabelecidas de modo automotivado na irracionalidade, no ‘eu’ instintivo. Da hipocrisia que encarna uma duplicidade mitomaníaca exacerba a esse exemplo do qual a loucura como alienada apenas desconhece seu próprio estado. Basicamente assim um totalitarismo psicótico é a irracionalidade através engano que por volição não questiona, nem a si mesmo, ou a realidade e seus motores, antes o ambiente passa se reafirmar nessa loucura compartilhada.

A objetivação dessa misantropia é empurrar por efeitos pendulares de extremos, pela normatização da cultura da corrupção e estupro, ignorância e desinformação, por um capitalismo selvagem e doloso do pretiumanium, porquanto o reducionismo classicista e tecnicista ante a oligarquia da legitimidade permite apenas conhecer, no máximo, parte da verdade. 

Assim como a hipocrisia hoje é a representação do afastamento da ética e estética, senão como seus opostos, a quebra da harmonia e ordem social surge por essa distinção informacional rompendo a diferença como contrário, como conflito, como desigualdade, é em suma o conflito de interesses coletivo. A disrupção liquefaz o discernimento, pois o rompe ao sobrepor de modo conflitante o que por ele é estabelecido.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Conto 'O Berço de Monstros'


Aquele Império tirânico vendo que a medida de sua falência moral se tornara a brutalidade do ódio e medo com que intimidasse e passasse a se impor a força, sabia pois estar derrotado ante a lei e os fatos por agora se esgueirar em maior parte nas sombras da clandestinidade e informalidade normalmente velada. E por isso ampliou sua agência de espionagem e informações nas chamadas Operações Antissociais, que visava dentre outras coisas serviços sujos de terror e sabotagem, afim de se infiltrarem nos adversários e minarem ao criassem incidentes de falsa bandeira, com a intensão de desvalorizar e enfraquecer determinada região, religião ou política. Todavia por ser um serviço brutal e grosseiro quase ninguém tinha estômago para as missões, ainda que os chefes do programa usassem de métodos como do 'efeito Lúcifer' afim de gerar a cauterização de consciência necessária para a missão, muitos fora do contexto do treinamento desistia no percurso ainda que mediante promessas de recompensas robustas. Por isso o superintendente abriu uma extensão da Operação Antissocial para recrutamento de potenciais psicopatas e sociopatas. Obviamente os anúncios eram discretos, e o chamado na surdina de becos e lugares propícios era comum. Todavia eles aprimoraram o método de Adolf Hitler e sua S.A. que recrutava os marginalizados e criminosos da época, pois sabendo que determinadas circunstâncias e condições sociais eram favoráveis a identificar novos agentes potenciais. 
Com os estímulos certos e pressões corretas o candidato era selecionado a Escola Sombria da Psicopatia, onde todo o histórico dos selecionados, mediante juramento de sigilo, era levantado afim de atingir ao menos 17 pontos na escala Hare, e que dessem sinais irrecusáveis da tríade negra e Dark Tetrad, ou ao menos inclinações e tendências que pudessem ser "aprimoradas". As baterias de exame ao invés de buscar os melhores do caráter, integridade, inteligência, fidelidade e honestidade, mirava nos mais cruéis, basicamente os piores dos piores. Por isso nas avaliações psicológicas e psiquiátricas CIDs como narcisismo, sadismo, parafilia e voyeurismo tinham que ser predominantes. Sob a fachada de oficialidade onde figuravam funcionários que eram supostamente o oposto, em seus porões e rincões internos basicamente era um berço de monstros que durante o treinamento eram estimulados as facilidades da brutalidade sádica com desertores ou prisioneiros dos adversários, de técnicas de frieza a sistematização de tortura psicológica e sexual eram ensinadas a objetivar infligir o maior sofrimento possível as vítimas com fins de recruta-la e transforma-la em agentes "zumbis" programados pelo intenso e constante trauma. Quando terminavam com as vítimas elas eram pouco mais que cascas vazias, que com olhares opacos ou tristes, com olheiras, pareciam destroçados na alma a seguir de modo acrítico uma reprodução da programação como um robô. 
Os executores do processo eram ensinados a enxergar seu poder sobre a vítima como algo libertador, um verdadeiro poder sadicamente hedonista ao desatar quaisquer compromissos éticos, morais ou legais ao liquefazer a empaia. Era, em suma, o poder da escuridão absoluta. Obviamente drogas em ambos eram ministrados com fins de enclavinhar os CIDs dicotômicos entre algoz e presa, tornando a presa mais sugestionável e uma droga experimental chamada indopatia capaz de extinguir quaisquer resquícios de remorso e afeição aos atos do algoz. A aula era o medo e ódio e a dependência da indopatia de seus agentes tornava-os submissos a seus superiores a espera sempre da próxima dose. A duplicidade oficial da agência era de uma novilíngua orweliana ao ser chamado oficialmente de Centro de Controle Social. 
O CCS onde a Operação Antissocial era feita tinha assim por objetivo operar através do terror psicológico seus cidadãos e destruir as comunidades rivais ou adversárias por dentro. Assim enquanto uma face sorria a luz do Sol dizendo promover paz e bem-estar sabíamos que os dominantes davam óculos míopes para olhos são, os que faz a ilusão. A sede daquela surcuçal diabólica era onde outrora havia uma colônia de férias até ser tomada pela ditadura agora vigente.
O que não se sabia era o fato de que em tempos ainda mais anteriores, poucos séculos antes, operava uma Casa Grande onde a história relatava que a maldade desde então impregnava o engenho, um tomateiro onde escravos eram torturados, estuprados e mortos em rituais grotescos. Ainda eram frescos os relatos de décadas atrás quando um casal em Lua de Mel fora lá passar na então colônia, vindo a encontrar ao derrubar uma parede, sem querer, os restos mortais de uma negra grávida no meio de um pentagrama.
Parece que a crueldade era uma tradição localizada, de uma terra amaldiçoada de modo atemporal, perene como a ideia de um fascismo eterno.
Independente das mudanças e avanços no mundo a maldade imutável sempre trará mais uma rodada de atrocidades em ciclos perpétuos até se libertar. Algo nos porões por décadas transformava agora seres humanos em monstros. Tais criados sob constante terror e humilhação se tornam condicionados ao ódio para propalar atrocidades de seus mestres, e caso não aceitassem empurrar seus planos sádicos de sofrimento, eles seriam as vitimas.
Todavia, um desses Adailton Figueira, um negro que era filho ilegítimo e por isso era molestado pelo pai, o matou quando o pegou sua mãe sendo por ele espancada. Perturbado pelo crime cruel logo caiu nas ruas e pelo CCS logo fora recrutado por sua especial crueldade em torturar e matar vítimas do tribunal paralelo. Após ostensivo programa preparatório ele se tornou uma máquina sem remorsos e preferencialmente sádica para eliminar seus alvos como exemplo de violência simbólica aos que ousassem desafiar o decadente e moribundo Império do medo que punia o progresso livre, e limitava os direitos dos cidadãos como seu poder sem limites. A única limitação era o desejo dos poderosos que os controlavam e do qual qualquer coisa poderiam fazer contra a lei.
Todavia, certo dia ele recebeu uma missão incomum, a de eliminar um desertor do CCS que de alguma forma remorsos e afetos resistiam aos efeitos da indopatia e do treinamento da escola sombria. Era um amigo seu da comunidade pobre onde fora recrutado. Figueira adentrou e sem esboçar emoções o fitou ensanguentado e babando.
– Adailton? Me tire daqui! Descobri a verdade sobre esse profano solo maldito. O mal habita esse lugar, onde estão nossos descendentes!
– Você desobedeceu o Protocolo de Restrição Social e será neutralizado. Todo resquício de empatia e remorso...
– Espere! – Interrompeu ele vociferando amarrado nu e cheio de hematomas, numa cadeira. – O que está atrás daquela parede muda tudo.
Figueira olhou para o outro lado e fitou outra parede recém derrubada onde corpos negros pareciam mumificados. Curioso Adailton adentrou e pela primeira vez em anos sentiu medo ao fitar os corpos de um casal negro abraçado que fora morto emparedado. Ao seu lado um diário que ele o pegou desvelando a verdade sobre tudo aqui, daqueles que ele descobriu serem seus descendentes e pais de um escravo fugitivo chamado Anderson Figueira. Ele desfolhou o diário com acuidade e notou o que lá faziam.
"Eles queriam mudar o rumo do mundo do eixo de seu destino. Sabiam de coisas vindouras e de todas atrozes crueldades aleatórias rompeu os meandros randômicos do destino. Sorte a minha ter sido letrado ao contrário da minha esposa, porém, é tarde pra nós, mataram a todos e com o incidência como castigo do destino perdido aqui fomos sepultados. Essas últimas palavras a luz dessa vela expõe a sorte de ao menos ter conseguido entregar nosso último filho embora, Bruna Figueira. A tortura, sofrimento e morte desse lugar mudou tudo, antes sonhamos com um mundo onde poderiam haver mesmo escritores negros, mestiços e ilegítimos. Mas acabou.
Ao ler aquilo ele tremeu nas bases. Bruna era o nome de sua bisavó. Abalado, Adailton Figueira então gritou ecoando pelo lugar lúgubre e num rompante bateu uma barra de ferro nos tijolos de pedra que restavam na parede. Soltou seu amigo e pôs fogo no lugar, fora cercado pelos demais agentes da CCS e feridos de morte agora sabiam que o incêndio iria consumir aquele lugar de um mundo que não deveria existir. Então ele sorriu entre as chamas e expirou ante sua vingança.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Melhores Frases do Mês de Outubro de 2021, parte 1

A seguir seleciono algumas das melhores frases e pensamentos reflexivos e filosóficos de minha autoria no periodo de outubro de 2021. Clique nas imagens para amplia-las.











sábado, 9 de outubro de 2021

A Cultura da Corrupção Como Dominação Autocrática

A falta de transparência hoje demonstra recantos escuros onde o Estado e a história não adentrou. Apenas a escuridão penetra na ausência da luz, por vezes rompendo privacidades impondo secretismo clandestino. A linha que separa o discernimento dentre os dois corre risco.

A vigilância panóptica do totalitarismo não admite privacidade, mas também o reconhecimento público e fama. A inversão dos direitos transformam a privacidade em secretismo e a constitucionalidade oficial um crime abstrato. A tarja preta da censura é o amargo remédio que apenas alimenta o vício da ilicitude de poder.

A exposição destas vítimas no jogo subjetivo das ambiguidades e obscuridades em tempo integral tornam a própria vida destas igualmente abstratas. Disso uma variável da estruturação da interdependência edificada verticalmente ao abnegar a individualidade usando dos comparativismos e desigualdade como afirmação.

Quando o predomínio demagógico de sofismas e ambiguidades dominam em apelos falaciosos como prerrogativas reprodutivas a erros vemos a franca promoção da cultura da corrupção que contra a lei e fatos por inversão contraditória ao se achar no direito de condenar vítimas por seu ódio discriminatório, calúnias e ganância. Sempre repetirei que movimentos análogos tiveram precursores no nazismo ao martelar uma mudança no pensamento da consciência coletiva da população através de tais retóricas que tem por cola de adesão ao ódio e medo por sempre sobrepor a razão, inteligência e discernimento. 

Esses psicopatas e narcisistas que por relativismos e falácias se propõe ataques a constituição e democracia provam por um estado de exceção um totalitarismo de quem vivem num mundo paralelo onde a medida que acham terem direito ao cometerem crimes, pensam que pode julgar e condenar a vítima exigindo respeito.

Apenas num mundo de fantasia paralelo vivem estes alienados da lei e fatos objetivos ainda que a pretexto do submundo deles como sendo a realidade geral, a motivo de empurrar os demais a esse charco por um reprodutivismo sobrevivencialista do crime. Ignorando que o poder democrático vem do povo e o Estado nos serve, usam contraditórios argumentos da falácia da generalização sem qualquer pesquisa qualificada como científica a justificar iguais sofismas de ditaduras da maioria como imposição ao crime contra quem apenas o sofre. A institucionalidade é berrante e distópica a justificar a crise de valores e de credibilidade em entidades e instituições.

O padrão é comum a elites que julgam que o direito comum não bastam para lhes atender suas necessidades básicas, mas como monstros possuem privilégios por serem "portadores de necessidades hediondas" sendo deficientes de caráter em sua senilidade moral ao negar as necessidades dos direitos individuais constitucionais a quem convém. Caso o direito destes não bastam as suas necessidades é por serem incapazes, incompetentes e inaptos ao convívio, ao contrário de quem não tendo direitos e oportunidade equitativas garantidas pelo governo é obrigado cometer crimes para sobreviver. Os que dizem que não podemos fazer o que queremos em nossos direitos sempre serão os que acham que os desejos viciados de estupro, torturar, fraude e morte são desejos de direito deles a serem cumpridos sobre nós, pois "precisa", "merece" ou é "necessario".

A ausência de contexto nivela como iguais quaisquer graus de gravidade ou atenuante, tanto como a ausência de responsabilidade moral e histórica apenas evoca o etnocentrismo das mentiras dos dominantes elitistas ainda que a pretexto contrário. Não por menos a cultura da corrupção é amiga-irmã de outros males pandêmicos como a cultura do estupro como um pró-crime em estados velados de exceção, mas sendo crimes mesmo em estados de guerra.

Fontes:

Brasil e sua cultura da corrupção - SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia).