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domingo, 13 de março de 2022

Conto 'Projeto Antícronos'

Naquele mundo haviam numerosas bestas-feras pré-históricas, seres de grande porte arrastando árvores nas florestas tropicais e devorando criaturas modernas. O peculiar era que dentre as florestas atípicas para tais seres extintos, ruínas de edificações humanas por onde a vegetação selvagem tomava e os poucos seres humanoides sobreviventes agora agiam como bestas-humanas. Como se duas épocas distintas agora tivessem se sobreposto anulando-se.


10 anos antes, Rio de Janeiro, 2046.

Aquele experimento deu muito errado. Abriu as portas da história apenas para a pré-história, e se antes a viagem no tempo buscava descortinar nas brumas do desconhecido atos e fatos não revelados agora trouxemos o passado ao presente para extinguir o futuro. Ao invés de retornar para o passado a investigar, o passado nos sobreveio de sobressalto, invadindo o mundo com dinossauros. O caos instalado na sociedade não apenas instalou a crise, mas arruinou biomas e ecossistemas. A internet ruiu e o medo se instalou ante o ódio que se generalizou por um vírus primordial desconhecido, que existia apenas há milhões de anos. Este mutou e aos humanos infectou, afetando diretamente as sinapses neurológicas, destituindo a objetividade e lucidez humana ao nível de seres irracionais que aniquilavam tudo que lhe era diferente, ou discordante. Gerando inicial paranoia o vírus em sua progressão toda lei ignora, e atrofiando memórias levava estes gradualmente se tornarem animais extremamente violentos e hiperssexualizados.

Mas sabíamos haver um traidor no Projeto Antícronos e conquistar de volta minha confiança outrora quebrada seria tão fácil quanto reverter a entropia.

– Nosso suspeito é um agente temponauta que desapareceu na incursão passada. Ele alegou encontrar outros viajantes do tempo mais poderosos. A perda de contato e o desaparecimento de dados torna-o suspeito e por isso foragido. – Comentei.

– A falha consistente no reator de geração de antigravidade por realimentação dimensional indica ter sido uma sabotagem, mas a única testemunha fora infectada pelo vírus ao tornar o tecido do espaço-tempo um queijo suíço.

Fomos até ela interrogar, mas entorpecida pelo ódio estava amarrada, espumando a boca pelo sofrimento e morte dos que lhe cercavam. Sem menor sentido. Haviam poucos e raros momentos de lucidez capazes de extrair palavras que não fossem de ódio e medo, tornando o paciente zero apenas útil as pesquisas do desenvolvimento da chamada de doença retroprimal ainda que sem conseguir ainda isolar o suposto vírus. Era domada por volições incontroláveis, sendo quase impossível estabelecer qualquer diálogo civilizatório mínimo.

– Apenas nos diga quem provocou a reação em cadeia no vórtice! Precisamos de seu auxílio para te curar e, ao mundo!

Mas antes de modo rude ela se virou com ódio e escarrando disse coisas grosseiras de cunho de violência sexual. O vírus alegado teria se espalhado destituindo as regiões cerebrais capazes do raciocínio lógico rebaixado a consciência a uma besta incontrolável as leis e convívio social. Pesquisamos por horas a fio enquanto víamos enormes dinossauros invadindo florestas e cidades enquanto os cidadãos matavam uns aos outros, o projeto que era seguro como uma moderna usina nuclear apenas poderia falhar ante a intencional e sistemática sabotagem.

Totalmente exausto sentei-me no meu leito diante de monitores holográficos de câmeras exteriores a desvelar um tiranossauro rex as portas de nosso laboratório. A besta era impedida de adentrar graças ameaças de rivalidades entre um alossauro que pareciam disputar francamente de quem nós seríamos as presas, enquanto pelas beiradas veloceraptores rondavam buscando brechas, comendo pelas pontas em bandos após matarem um anquilossauro.

– Há uma estimativa que apenas nessa região uns 2000 dinossauros de diversas espécies atravessaram. O que é estranho, uma vez que não são apenas do jurássico, mas período triácico. Parece que algo atraiu literalmente vidas para convergir nesse ponto do espaço-tempo, e os poucos que não foram ainda infectados os enfrentam.

– Vocês tem estimativas estatísticas de vítimas e bestas abatidas... infectados? – Indaguei.

– Não, dr.Machado. Tudo está ruindo rápido, mesmo aeronaves são atacadas por pterodátilos quando em voos infectados derrubam os aviões em ataques sexuais, ou de mero ódio.

Abaixei a cabeça e pus as mãos sobre o rosto em desgosto, tudo que havia de mais cruel e desumano havia tomado o mundo de assalto. A guerra não tem lados, pois todos nela estão ao lado da violência e morte! Restávamos apenas nos defender e resistir.

Fora assim que então dormi e no estupor da exaustão anseios e medos me tomaram levando-o a ter um pesadelo.

Em tal estado de horror via a pré-história a tudo sobrepor como fim da história, num pós-história onde apenas o agora importava a sobrevivência. Nela um memorial ao anônimo era um rememorar do esquecimento, como ao lado de um grande homem de palha erguido como um espantalho ao conhecimento.

Naquele pesadelo o homem de palha tomava vida, e munido de seu arsenal falacioso de sofismas partiu diretamente ao ab hominem como retórica da mentira sobre a verdade. Todos lindos pássaros fugiram ao rugir do espantalho, sobre as flores pisotearam e de modo iniquo nos condenavam.

Saltei da cama ruborizado vindo tomar a água do reservatório que duraria apenas alguns poucos dias, assim como provisões não perecíveis que não alimentaria a todos por mais de um mês. Todavia, fui surpreendido com o bater de portas com o assistente afirmando ter tido contato com os três últimos governos ainda de pé no mundo, o Japão, Israel e Espanha, resumindo os demais lugares com grupos sobreviventes isolados a própria sorte, sem menor ordem governamental.

– Parece que os japoneses isolaram e decodificaram o genoma do vírus em tempo recorde. É equidistante de todos os atualmente conhecidos, mas algumas estruturas possuem semelhança de ancestralidade com a raiva, mesmo que muito mais aguda e virulenta. Perceberam, sobretudo que atacam o circulatório necrosando gradualmente extremidades do corpo e assim afetando o sistema nervoso gerando perda do tecido neurológico associado a autoconsciência.

– Quanto tempo leva até o óbito? – Indaguei eu.

– Pouco mais de um mês, varia de cada infectado. Porém, tem algo incomum, dr.Machado. Parece que encontraram raros exemplares de pessoas que criam imunidade com um efeito colateral incógnito.

– Qual?

– Algumas partes neurológicas afetadas tem suas funções alteradas aumentando a sensibilidade aparentemente além sensorial, dos cinco sentidos.

– Vidência?

– Não há testes e experiências conclusivas, mas ao que sugerem alguns geram habilidades preditivas além material e mesmo conexões empáticas a distância. Os resultados preliminares sugerem ser capazes de encontrar caminhos no caos e forte repulsão sensível ao ódio e medo. Como uma forma de resistência neurológica a seu oposto.

Fiquei perplexo com as implicações daquele Fator X, ao saber que seres dotados além sensorial sentiam as sensações volitivas que desencadeavam a violência ou morte em sua intencionalidade. E conseguiam assim detectar mesmo infectados em estados iniciais, tanto pessoalmente como remotamente. Meu silêncio contemplativo fora interrompido quando o assistente completou.

– Um deles chegou essa manhã aqui, com as técnicas de detecção e para rastrear. E para nossa surpresa a nossa meliante infectada com amarras na maca, não estava infectada, fugiu com ajuda de outra pessoa!

De fato não apresentava parte dos sintomas. E meu assistente, um negro de dois metros que poderia bem ter seguido a carreira no basquete optou pelas ciências, mas parecia pálido de medo, ainda que a despeito de seu tamanho, como um gigante cordial.

– Acionaram os alarmes e fecharam todas as saídas? Procure em todas as câmeras e isole todos em seus aposentos enviando apenas os seguranças até acha-los!

– As câmeras do local foram desligadas antes. O sujeito sabia muito bem o que fazia o tempo todo, suas atitudes dissimuladas de ódio eram totalmente conscientes. Todavia, encontramos algo no registro de operações do gerador de campo temporal antes do incidente. Ele deliberadamente desestabilizou o campo antigravitacional gerando maior energia que suportaria a alimentação do vórtice, gerando efeitos em cascata em vários pontos do planeta.

– E nosso temponauta, sinal dele?

– Rastreamos sinais de alterações de assinaturas na entropia de uma outra época, pelo século XXV. Aparenta terem sido viajantes de outra dimensão que tentaram conter o incidente. Mas o seu traidor tenta na verdade roubar sua tecnologia para outros contactados, nós sabotando aqui.

– Alguns querem usar minhas ideias e me culpar por seus crimes! O que podemos fazer?

– Nossa tecnologia ainda tem alcance muito limitado mas recebemos sinais de tentativa de contato de um grupo chamado T.E.M.P.U.S., o conhecimento deles de tais rupturas de destino é muito maior que o nosso.

– Ampliem os esforços e capturem esses dois traidores mercenários! Eles não vão fazer fortuna arruinando esse mundo e me culpando! No capitalismo de alguns temos que pagar o que nos devem! E obedecer para o crime sofrer! Só que nunca!

Os dois prosseguiram ao alcance dos traidores até que com auxílio do sensitivo detectou sua posição entre os dutos de ventilação. Capturados, fora interrogados negando dar informações, mas o sensitivo penetrou suas mentes sabendo seus propósitos. Uma elite moral e intelectualmente derrotada que sabendo não ter mais o amor dos povos agora ansiava impor terem corpos contra o direito, por nunca terem mentes e corações livremente!

A mulher, uma ruiva, escarrou no meu rosto sabendo o ódio ser comum aos gananciosos corruptos que por incapacidade de superar restava apenas tentar nos destruir.

– Para quem vocês venderam nossa tecnologia? Diga! – Vociferei sabendo eles serem responsáveis pelo genocídio de milhões. 

Assim ela respondeu.

– A crononazistas que passaram gerações coletando tecnologias e ciências de civilizações avançadas paralelas ou do futuro. Apenas os do antigo domínio temporal de Fu-Xi os impede de terem o maior compêndio científico do multiverso! Eles agora estão caçando os crononazistas que os viajantes da TEMPUS não detiveram pelo multiverso, pois levaram ao fim do mundo destes temponautas como e a centenas de distopias variáveis.

Como aquilo era possível? Segundo o traidor um artefato passado por um misterioso homem sem pelos no corpo produziu uma tecnologia capaz de nazistas fugirem pelo tempo ao fim da Grande Guerra. Die Glocke, “O sino” do qual um aliado dele aparentemente imortal havia sido capturado e estudado há anos. Semelhante a eles tememos ser algum tipo de aberração biológica, pois o homem aparentava ser imortal mesmo que libertado posteriormente pelas elites que treinaram aqueles traidores.

Aquele mundo desmoronou voltando ser um grande mundo pré-histórico perdido para a civilização, levando-nos a sermos resgatados pelos temponautas que estudou e pesquisou por vários meses o resultado em nosso mundo apocalíptico, como o que alegariam acontecer com o deles.


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sábado, 12 de março de 2022

Influências Filosóficas e da Ficção: Batman

Se antes era colecionador dos gibis do morcego de Gotham, me tornei fã incondicional ante o diferencial explicitado no Piada Mortal, um dos maiores clássicos dos quadrinhos. Personagens mentalmente perturbados (dos heróis e vilões) dos quais encarnam em suas fantasias arquétipos de uma sociedade pautada no vício e trauma. O Asilo Arkhan é a marca maior desse noir pós-humano por isso, é um preâmbulo da insanidade dicotômica e maniqueísta entre heróis e vilões onde mesmo Batman, traumatizado de infância, apresenta neuroses e outros transtornos psicológicos. Os quadrinhos em minha adolescência eram uma espécie de laboratório mental sobre os delírios e problemas psicológicos de um lugar dominado pela corrupção, desigualdade e crime. O motivo central de ter optado por amar a DC antes da Marvel, o que ganhou envergadura com a animação Batman Vol.2, algo inédito na televisão da época. 

Ainda que o trabalho da Marvel no cinema e televisão hoje seja predominantemente de valor comercial, seu diâmetro como um evento único no cinema é de quilate mosaico na arte, oportunidade que a DC perdeu com os filmes de Nolan. Ainda que Gothan sempre seja o centro nervoso da DC, todo seu multiverso não seria nada sem a complexidade e profundidade psicológica de Gotham, algo que nunca fora superado nesse quesito.

A cidade que ressoa eternamente noturna expõe não apenas o tom soturno e noir, mas sombrio a humanidade. De profunda desigualdade da arquitetura as posições sociais, construções góticas caminham lado a lado de arranha-céus entremeados por becos e comunidades pobres entregues ao crime organizado. Gangues lideradas pelos mais variados transtornados psicológicos ou psiquiátricos rivalizam os vigilantes na ausência de uma policia que é ineficiente e corrupta. Dentre poucos a honrar a busca pela ordem social o emblemático comissário Gordon como um lamparina no breu trevoso da corrupção. Todavia, ainda que aliado de Batman, não sabe que sua filha, Bárbara Gordon ser uma fiel companheira do icônico morcego que encarna justamente o medo da noite. De singular inteligência ao lado de seu chefe e  mentor, Bruce Wayne, e em Piada Mortal que ao ficar aleijada se torna Oráculo, uma espécie de contraparte cerebral de Batman. Talvez os jogos atuais da DC, como Batman Arkhan Knight, sejam uma das melhores adaptações dessa narrativa em profundidade e clima e os complexos relacionamentos entre estes personagens. Se Batman apenas pela inteligência rivaliza com o poder e força de Superman (algo que apenas Lex Luthor ousa), Oráculo é um deleite a sapiofilia ao prestar assistência as investigações do morcego. Os diálogos e tecnologias são empolgantes e apenas eclipsadas pelo insano Charada, do qual a resolução de todos enigmas no jogo é tarefa dura. A inteligência tem fator tão atraente para mim quanto a beleza feminina, e quando unidas é fascinante.

O fato é que para entender minhas influências e inspirações aos livros de ficção e não ficção não basta entender minha vida, mas em particular a cultura pop dos anos de 1990, do misterioso imortal Rau'l Guh que inspirou os vampirescos e questionamentos da imortalidade de uma antologia e novela, a todos outros produtos comedidos ao serem intercalados entre minha vida real e a ficçã. Dos ensaios ‘Os Signos Universais do Ethos' a ‘Vício & Trauma' tanto o conhecimento de causa, estudos quanto esta ficção fora influencia.


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sexta-feira, 11 de março de 2022

O Conhecimento da Razão e o do Poder

Há conhecimentos diversos, todavia mesmo que a exemplo do conhecimento nascido da lógica e dos fatos há o conhecimento gerado com fins não na razão, mas no poder. Ora, se Thomas Hobbes proferiu que conhecimento é poder, da informação privilegiada, propaganda, narrativa a multiplicidade de saberes o controle sobre estes é em si um exercício de poder. Similarmente as palavras da razão estão para o discurso filosófico as palavras do poder estão para retórica sofística.

O conhecimento das elites contemplam e compreendem os problemas do mundo, todavia usa-os como sua fonte de poder e dominância sistematizada. Cobra-se o pobre e se anistia os ricos, extingue-se a classe média para alargar abismos ao invés de extinguir apenas as classes baixas e altas. A hierarquização classista é intencional como degrau do qual todos interesses de mudança das elites visam apenas centralizar seu poder e consolidar ainda mais seu domínio. Sendo por crises, guerras ou pestes são nos problemas que os poderosos crescem enquanto os libertadores, os combatem. Nosso inimigo é a guerra, combatemos a inimizade, lutamos contra a violência, atacamos a injustiça e odiamos o ódio buscando exterminar apenas a desigualdade que por tais meios se perfaz.

Todavia, o conhecimento do poder é oposto, e tem seus cinco principais pontos abaixo:

- Principio classista: Promover a sistematização da desigualdade de direitos e do bem comum afins de assegurar os privilégios e domínio próprios e sua elevação;

- Princípio da Imperfeição: Justificar a manutenção e centralização de poder por meio desses problemas sociais negligenciados, induzidos ou produzidos;

- Princípio Maniqueísta: Buscar legitimação moral sobre um inimigo induzido ou inventado a que deve ser culpado por todos erros dos dominantes;

- Princípio Narrativo: Domínio narrativo por meio midiático de propaganda mendiante a parcialidade, informação velada (ruído) ou ausência de fatos;

- Princípio Predatório do Medo: A coerção alarmista ou de apelo ao terror psicológico mediante a não aceitação das disposições desses dominantes sendo sob moralista, pseudolegalista ou consequencialista;

Princípio do Medo: A coerção alarmista ou de apelo ao terror psicológico mediante a não aceitação das disposições desses dominantes sendo sob moralista, pseudolegalista ou consequencialista;

Da ganância sobre o bem comum dos poderosos é vendida como por um bem maior, o ódio misantrópico se traveste de filantrópico, as massas são indesejadas, menos os que tenham utilidade de vassalagem a ampliar seu poder, lucro e glória. Os meros direitos individuais e constitucionais são um risco ao maior poder possível apenas pelo exercício insalubre e ocioso sobre os cidadãos médios que desejam apenas viveram de seus direitos. Disso as ilusões que alienam da realidade democrática, e quando ao negarem os fatos de ocorrências que passas te chamam de louco é provavelmente pela loucura ser um frenesi coletivo, não individual. Os bons resolvem, harmonizam, esclarecem, revelam e libertam, ao contrário do oposto conhecido apenas pelo contrário, geram problemas e divisões, desequilibram, criam medos e dúvidas, ocultam e se contradizem, pois apenas desejam conquistar, não libertar.


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quinta-feira, 10 de março de 2022

Melhores Frases de Março de 2022 - Parte 1

Seleciono a seguir a primeira parte de algumas das melhores frases e pensamentos de minha autoria feitos no período de março de 2022. Clique nas imagens para amplia-las:










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quarta-feira, 9 de março de 2022

A Singularidade Primitiva da Violência Sexual

Arthur do Val equivocadamente vestido de
vagina ao penetrar (sem ser convidado)
um seminário sobre masturbação feminina.


Há coisas que não cabem nem as estatísticas, primeiro por reduzir os valores humanos e da individualidade a números, e em particular a violência sexual, que mesmo ante a cultura do estupro no Brasil, é subnotificada provando que os números são imprecisos, quando não equivocados. Há um verdadeiro apagão jornalístico, histórico e jurídico em aspectos desse tipo criminalidade do que é a singularidade pra física.

Numa zona de guerra então, onde não a lei, não há nem condição da mínima pesquisa estatística raspar a superfície de tais crimes assim considerados mesmo numa guerra. 

O fato histórico em todos tempos e épocas é que havendo condições propícias algozes, aproveitadores e agressores saem do armário, pelo mesmo fato de que aonde há pessoas vulneráveis, fragilizadas, oprimidas, mais suscetíveis a serem molestadas serão subjugadas e usadas por abusadores de todos os tipos. Arthur do Val é apenas uma amostragem em palavras dessa realidade sexualmente atraente a predadores do tipo, guiados pelos prazeres fáceis as custas de posições sociais desfavoráveis as vítimas. O heroísmo fálico que busca aspergir sua semente a fertilidade de fêmeas sem defesa ou um outro “macho alfa" que as arrebanhem.

A desigualdade é escancarada ai, a medida com que tem estreita relação entre o excesso e escassez, vício e trauma por isso, uns tem demais pois alguns tem de menos ou nada. O moral baixo, a autoestima destruída, a esperança dilacerada abre alas para que estas minorias assumam involuntariamente a posição de presas, tanto quando um leão faz uma gazela correr pela vida. 

A qualificação predatória, especialmente do homem, é um resquício primitivista despertado ante potenciais presas sob o agravo de condições sociais e culturais propícias. Do desejo por dominação acrescido a facilidade de subjugar, quanto mais fraco, vulnerável e minoria a vítima é um alvo desse fetichismo do poder.

E não apenas contra mulheres, mas crianças e mesmo outros homens ante uma posição de desvantagem em relação a um grupo dominante por operativos tais. O silenciamento da vítima é o fator chave que fortalece essa prática escusa, não apenas sobre si mesma, mas outras vítimas potenciais e por serem vulneráveis e fragilizadas que são facilmente silenciadas e manipuladas aos interesses do próprio abusador, fortalecendo essa prática pela ocultação, encobrimento e o ato de abafar tais crimes que por isso sempre haverão de existir.

O Brasil mais parece ter entrado na guerra da Ucrânia por bombardear o país com machistas, tiros e explosões em civis são tão crimes de guerra quanto penetrações contra o direito alheio. Precisam de ajuda humanitária, não turismo sexual como fazem nesse país há décadas! Mas agora não basta molestarem as brasileiras, o Brasil agora está exportando machistas para zonas de guerra.


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terça-feira, 8 de março de 2022

A integridade Como Melhor Método e Estratégia

Por mais atraente que seja uma hipótese ter vontade de que ela seja verdade não a torna real, querer ser verdade não prova ser verdade. Por isso o questionar da dúvida não é o bastante, se torna preciso ser sistemático e metódico, mesmo ante a imaginação questionar o questionar. Precisamos eliminar o mais provável antes de reforçar o mais improvável, mas apenas provar o extraordinário torna o extraordinário irrefutável. Ser um incógnito prova apenas se inconclusivo, não o transcendental. 


Por isso caso fosse traficante não lançaria perguntas, mas tiros, caso fosse terrorista mandaria bombas, não textos. Mas as vezes os que nos acusam caluniosamente disso são os únicos que fazem os dois. A falta de noção total de limites éticos e legais advém da falta absoluta de discernimento, sendo do certo ou verdade pela prevalência da mera vontade egoísta contra estes. Disso a ganância tem início quando a ambição se torna maior que as aptidões, direitos e feitos, antes na inveja sobre alheios pela incapacidade do mesmo tê-lo honestamente.
Por isso há dois tipos de jogadores, os enxadristas e os de baralho, os primeiros não escondem nenhuma jogada ou peça, mas sim planos e estratégias. Os segundos, por sua vez, o blefe pois apenas com a dissimulação e engano podem ganhar em desvantagem legal e contra a verdade.


Destes sobre os males da sociedade há três tipos de pessoas, as que os expõe em tenuidades de inversão para promover e reproduzir, os que expõe para criticar e condenar, e os que ocultam a pretexto de manter a sanidade e aparências apenas os protegendo. Qual desses você é? Expor a privacidade é um crime enquanto expor o crime é um dever legal. Todavia, alguns fazem o oposto, quando ao contrário da calúnia que acha que seu crime prova o de alheio tanto como acusar a mentira alheia ser prova da própria verdade. Quem não tem vergonha normalmente se incomoda com quem tem pelo incômodo que são.


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segunda-feira, 7 de março de 2022

O Fetichismo do Poder

Homens costumam ser proporcionalmente gays a medida do machismo, não por falta de argumento contra estes, mas por falta de argumento em prol do machismo, senão uma repulsão autoritária e sádica e mal resolvida ao sexo oposto a proporção que se aglomeram com machos similares para compartilharem suas conquistas.

Da tríade humana, dentre coração (sentimental), e cérebro (intelectual) a menos relevante é o corpo (beleza) na ausência das outras duas. A sensibilidade harmônica destes são inteligíveis, ao contrário das incongruências do dúbio ou hipócrita. Os ausentes especialmente da segunda característica sempre se apoiaram normalmente na aparência, como do corpo, em sua posição ou status. A hipocrisia é a falsidade sob forma de materialismo para os que mais valem o rótulo do que conteúdo, mais vale aparência do que essência, sendo no máximo a essência da inflação, não de tudo que tenha valor intrínseco.

Por isso, no Brasil heroísmo é fantasia de carnaval, ou sexual (normalmente os dois), onde o Batman é um Buttman na política escrachada da pornochanchada moralista da penetração a contra gosto. Num país que vê em Ayrton Senna um herói, sabemos daqueles os quais os títulos ressoam como de bonecos artificiais e de plástico, sublimes e veneráveis incriticáveis. Disso o herói permanente apenas pode se assentar no trono da calamidade perene.

Se infeliz é a nação que precisa de heróis, trágico os que precisam de vilões para exercer o heroísmo. Caso não desejem arquétipos estereotipados não nos rebaixem as volições que induzem tais ilusões maniqueístas através de suas crises incendiárias ao civilizatório do convívio pacífico.


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domingo, 6 de março de 2022

A Instrumentação dos Extremos

A moeda de um país é como as ações de uma empresa, a medida de seu valor é a proporção de seu sucesso econômico. Por isso quem controla a especulação financeira ou promove crises podem tornar ricos em miseráveis e economias uma ruína. Normalmente os que tem apuro ganancioso desse tipo investe em ouro, pois é a moeda mais antiga, sólida, e universal, além fronteiras e épocas. O bitcoin pode não passar de um experimento especulativo, aspirante a bolha e esquemas de pirâmides, o que pode ser implementado em substituição as moedas no futuro, mas apenas mediante o controle centralizado por isso. Os que agem com tais provisões, suas previsões são profecias autorrealizáveis, basta observar seus movimentos financeiros, logísticos e investimentos.

Ao contrário da teoria da ferradura os extremos (direita ou esquerda) opostos não se unem em fins, mas se assemelham em meios quando ambos contradizem a democracia em seu estado constitucional. Sendo nesse aspecto todas ditaduras ou totalitarismo similares ainda que a critérios e fins diferentes. Dentre as semelhanças estão a negação dos direitos individuais como liberdade de expressão, religiosa ou sexual à supressão de qualquer oposição ou discordância. A repressão através do medo coercivo e um duplo padrão moral normalmente acusatório. O que acontece quando a concorrência se torna rivalidade hostil é o direito a legítima defesa tanto quando o uso de força proporcional, o que leva a justificar uma posição proporcionalmente dura ante algo repressor ou opressor. 

Todavia, isto pode ser deliberadamente promovido afim de dissolver a democracia com fins de aniquilar esta pela promoção dos extremos ao induzir erros (deliberados, ou não) que busquem legitimidade em atos de agressão ou ditadura. Há vários exemplos históricos, de ataques de falsa bandeira pelo nazismo a justificar a invasão da Alemanha as ditaduras na América Latina implementadas ante a proposta dos erros de regimes comunistas mais duros. Logo, a disputa política passa a ser empurrada aos extremos e visa induzir erros que atenda o pretexto de legitimidade de erros similares ou ainda mais graves.

Enquanto o uso da força proporcional visa neutralizar um agressor primário com fins de restabelecer a ordem social e harmonia, este busca na realidade subjugar alheio em suas liberdades. A desarmonia não existe sem extremos e extremos sem a desarmonia, pois estes são siameses.


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