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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Universo Inteligente: Uma Concepção da Informação

Quando criança tinha uma crença inata de que todo universo era vivo. Apesar de não ter essa crença hoje creio que o universo seja uma forma de inteligência não viva, similar a um computador, pois se uma quinta força física fosse o caos a sexta é a informação. Particularmente não descarto totalmente a teoria da evolução, no entanto, não creio muito menos em sua totalidade, mas numa evolução adaptativa parcialmente assim como um direcionamento de sua evolução deliberada como um indício de design inteligente. Penso que a inteligência é um fator emergente da complexidade não necessariamente viva, ainda que a vida inteligente igualmente se derive de organismos complexos.
A ação não é uma ideia, porém toda ação é preconcebida pela ideia de ação ainda que a nível instintivo ou subconsciente. O mesmo se aplica a informação como paradigma físico mediante a causalidade, o que justamente fomenta previsões que diminuem à medida que cresce determina complexidade caótica.
Penso assim que a complexidade especialmente da informação que se organiza na busca por harmonia fomenta uma inteligência nem sempre viva, mas que pode dar lugar a vida. Um exemplo disto seriam os próprios computadores que apesar de ter parâmetros para a organização de dados criados pelo homem eles expressam uma inteligência, mas não viva pois é inorgânica. Similarmente o universo poderia assim dar lugar a vida como resultado dessa complexidade. 
Tal como os computadores o universo é engenhoso e suas leis permitem sua existência de forma lógica. Graças a essa lógica sabemos como os planetas e estrelas surgem, como as leis físicas funcionam no geral, mas não sabemos como foram criadas as leis físicas ou o motivo pelo qual existem.
Porém, a consciência por sua vez surgiria do cruzamento da vida com a inteligência na complexidade do organismo resultante não do que lhe resultou. Sabemos que mesmo perante a ciência e filosofia não há consenso sobre o que é a vida de modo que se torna preciso buscar parâmetros para melhor defini-la. 
A vida seria um conjunto de reações químicas que resultam na emergência do fenômeno biológico de complexidade crescente capaz de reagir e interagir ao ambiente ao atingir a inteligência mediante o grau de complexidade que tornam possível a igual emergência simbiótica culminando na sociedade humana, baseada instintivamente nesse princípio. Sobretudo costuma determina-la sob aspecto finito concebido por nascimento e morte. 

Definições de vida:
- Devem ser capazes de se reproduzir;
- Herdam características de seus ancestrais por um processo de transferência de informação, que pode ser genética ou não (através dos chamados caracteres epigenéticos, tais como os relacionados à evolução cultural);
- Apresentam variação em virtude de mutações aleatórias das suas moléculas armazenadoras de informação;
- Têm as chances de deixar descendentes determinadas pelo sucesso da combinação de propriedades (genótipo / fenótipo) nas circunstâncias ambientais nas quais vivem.
- Na complexidade que surge a diversidade.
Não quero discorrer muito dos aspectos essencialmente biológicos da vida, mas sim no tocando a filosofia que a permeia ante a concepção do mesmo para o universo. Compreendo que se a evolução é um fato há limites de determinada adversidade favorável a evolução a outra que a impeça. Um exemplo estão seres extremófilos aos quais nunca passam de microrganismos ou organismos simples indicando que condições extremas e hostis não favorecem a evolução, mas a estagna. Isso acontece por fato de uma condição ambiental hostil que fazem com que informações de mutação prosperem apenas de modo limitado pela predominância da mera reprodução de informação. Ou seja, o prosperar demonstra-se como o romper do reprodutivismo ante um fator criativo de onde avém transformações e o original.
Tudo é informação no universo seja esta de quantidade (números), qualidade (densidade/pureza), frequências ou formas (geometria, variável de quantidade). Assim a linguagem demonstra-se como uma organização dessa informação por meio de símbolos alfabéticos (no caso de nossa língua), que opera por meio de uma projeção de conceitos do interior ao exterior (output) ou do exterior ao interior (input). Por isso necessitamos não somente pensar sob imagens (formas e qualidades), mas por meio de nossa língua nativa capaz de pensar o abstrato, o subjetivo. Sendo assim o exterior também real expressa uma linguagem normalmente através da lógica seja ela matemática ou não. Toda linguagem é uma forma de gerir a informação de quantidade e qualidade por meio de símbolos que tornam possível alterar o interior e o exterior por meio de uma relação entre si, de modo que assim o interior (mente) se assemelha ao externo (realidade). Assim a mesma ação que é antecedida por informação produz informação posterior.
A lógica demonstra-se como uma linguagem que organiza o universo numa sinfonia de harmonia, não o que a rompe demonstrando-se uma aberração a mesma como a mentira e engano ou o mal que pode até se respaldar numa falsa lógica, mas egocêntrica mediante o subjetivo (interior/mente) do desejo.
Sendo assim ser é saber em diferentes graus, uma capacidade de deter dada informação que o defina, pois o mero saber altera o ser, a interação da informação do interior (mente) e exterior (universo real) nasce da relação das informações que gerem a ação. Todos nascemos sabendo algo, mesmo os instintos ou a intuição são um saber ainda que sem saber que sabe por ser inerente ao inconsciente. A medida que cresce esse saber o ser também cresce, assim a relação do ser se potencializa mediante o autoconhecimento (saber interior do próprio ser) ao conhecimento de sua realidade (saber exterior). Isso demonstra que sobretudo a inteligência e consciência são formas de se gerir o conhecimento, dados e informações de modo organizado e lógico ativamente. A medida de seu grau demonstra-se no poder capaz de transformar o mundo a volta por meio de melhor conhecimento interior (mente) e exterior (realidade) em relação aos animais. A exemplo da capacidade criadora do ser humano demonstra-se como fomentada principalmente pelo modo capaz de criar não somente informação, mas conhecimento ao contrário de criaturas menores que apenas a reproduzem, algo que pode ocorrer também em realidades humanas atrozes que se atenham ao instintivo.
Nesses casos o input em condições hostis é maior que o output de modo a impedir o progresso da informação transformadora de dado ser, como potencial diferença entre o ser humano e os animais. Ou seja, se trata da sobreposição da informação exterior a interior, intrínseca ao ser o relegando a uma passividade ante essa informação do exterior o que assim reduz o ser humano a uma condição análoga a de um relés animais. A procedência de todos conflitos e males assim estão na relação entre informações do exterior e interior, do ser e o meio.
O saber que não sabe do instinto move assim as criaturas de modo condizente a realidade que a submete, sendo essencialmente não reflexivo e sem prosperar. Notadamente a informação desses comportamentos geridos são de ordem moral e ética de onde advém as ideias posteriores de políticas e leis que seriam da organização de informação ante o coletivo e ambiente em suas várias ideologias. Sendo assim o ato político trata não somente das relações do ser humano entre o ser humano, mas do ser humano e sua realidade o qual habita a qual chama-se comumente de sociedade.
Podemos assim demonstrar que mesmo os sistemas políticos que façam gestão dessas informações podem demonstrar uma relação de controle justamente da informação como forma de manipular dada realidade a exemplo da censura de ditaduras ou mesmo promoções de mentiras e enganos. Mas nisso se engana tiranos ao acharem que gerir as informações exteriores sobre seu ser interior tornar-se-á um sinônimo de sua informação interior, senão do engano que fomenta por falsas informações inverdades no exterior de dado interior. A ilusão é uma ditadura que se detém a controlar a informação exterior pelo engano e mentira.
O próprio termo formação detona intuitivamente uma relação semântica com informação, pois a informação forma, mesmo o ser. Informações corretas assim formam o correto tal como a errada seu oposto. Assim isto pode ser aplicado a todo o universo dessa forma, pois ainda que a informação perante a ciência busque fontes como em fatos ou empirismo mesmo a religião lida com a informação, mas sem a mesma procedência das informações, sendo estas revelações/profecias ante algo desconhecido ou que se crer sem ter provas, sejam tais informações verdadeiras ou não.
Apesar da origem da filosofia ter sido por uma ruptura da razão com a religião elas não perfazem necessariamente um antagonismo ao mesmo, pois a razão filosófica a de manifestar-se também na teologia. A grande diferença assim está na procedência da informação assim como o modo de lidar com esta, sendo na religião a procedência da informação de ordem metafísica e a científica de ordem física.
Tal preceito o qual fora amplamente abordado no livro ‘Ars Ad Speculum’ são a base de minha filosofia pessoal do qual todas as demais advêm entrelaçadamente a exemplo de minhas abordagens por meio da ficção (ou não) das ideias de tempo, caos, destino e livre-arbítrio, multiverso e afins. 
A ideia de multiverso assim lida com a ideia de meras informações mediante a excedente do ocorrido nesse universo como uma informação virtual de acontecimentos não ocorridos, de possibilidades. Isso demonstra uma relação por meio da combinação infinita de informações do qual advém o novo e original. Mesmo o caos aqui exprime essa ideia de modo emergente mediante as próprias variáveis as quais fomentam informações virtuais não existentes nesse universo, mas num multiverso hipotético em questão .
A base central como única matriz que permeia essa informação é o tempo do qual o caos se atém em frequências diferentes as quais dados sincronismos fomentam padrões variados de formas e acontecimentos em quantidades e qualidades variadas, a exemplo simples como da rotação e transladação da Terra. Aqui se demonstra a relação do homem com o destino ou livre-arbítrio que conjectura literalmente uma relação do da informação interior com a exterior, o feedback do output ao input ante dadas frequências e sincronismos de informações exteriores que podem ser variavelmente alterável em dado grau ou não. Assim ao todo no universo se demonstra como a forma da relação entre as informações em diferentes graus e frequências.
Não se trata de um mero monismo mesmo que a diferença entre matéria e energia, por exemplo se dê justamente por variáveis dessa informação mediante dado tipo de frequência a fomentar densidades diferentes.
Assim como há vários tipos de informações, das informações verdadeiras há vários graus de diferentes verdades que a grosso modo se dividem nas absolutas e relativas, o primeiro a percepção que pode ser relativa e enganosa a exemplo da ilusão de ótica, a segunda a interpretação que se atém muitas vezes a critérios pessoais e subjetivos como os meros gostos e preferências, logo pode ser relativa, e em terceiro o âmago atestado em fatos amplos e profundos sendo irrevogável e absoluta ainda que a respeito de um caráter relativo a exemplo da relatividade do espaço-tempo. O erro de Protágoras.
Porém, se mesmo a mentira é uma informação por qual motivo ela não é verdadeira uma vez que tudo é informação? A mentira não apresenta acordo de sincronismo da realidade interior com a exterior sendo relegada apenas a uma existência apenas interior (mesmo que exteriorizada ao ser compartilhada) ou seja, a ilusão escorada na interpretação é a mentira pertinente ao interior (mente) de modo que não é toda verdade relativa, mas toda mentira a é mentira. Ainda que nem sempre um pensamento seja inverídico pois nem sempre o relativo da subjetividade o é, a proposição relativa não pode ser absolutamente demonstrada conforme postulado anteriormente. Assim demonstra-se que podem haver verdades relativas, sejam elas as perceptivas ou subjetivas, mas nem por isso o absoluto é mentira por mera oposição, mas por raciocínio afim de atingir o âmago como evidência.
O mesmo abrange a ideia da moral e ética pertinente a conduta humana que ao partir do que acredita pode ser relativa, mas quando parte de um conhecimento baseado no exterior e seus efeitos pode ser absoluta. Logo a crença moral sempre deve ser arraigada no princípio das relações coletivas, o todo, não de um grupo ou indivíduo.  Ora, um exemplo como demonstrado no axioma de que "tudo que penetra a carne a contragosto é um crime", expressa essa máxima moral que aspira a universalidade, pois não se trata de um ato individual, mas que se aplica a todos irrevogavelmente além de um axioma de um pacifismo pois o oposto pode ser visto nas guerras, logo a guerra é um crime.
Caso tais hipóteses não sejam fato ao menos fomentam respostas num quadro teórico provável ao explicar muito do universo e nós mesmos. O que seria assim Deus se não uma forma consciente dessa informação no universo, algo inteligente que postule as leis que gerem dadas frequências e sincronismos através dos tempos, um universo inteligente fomentado por um legislador universal.
Deus perdoe-me caso as ideais que acredito possam não ser a verdade, mas o que é a verdade se não uma informação.

Trecho do livro 'Confissões de Uma Mente Autista - Parte II'

sábado, 28 de setembro de 2019

Dados Sobre Algumas das Publicações de Gerson M.A.

Dentre várias publicações digitais ou físicas Gerson M.A. teve artigos para a Revista Somnium, mais de vinte contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Arte do Terror, Mirage, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Abaixo iremos conhecer alguns dados sobre essas publicações que lhe dão renome.

Segundo a editora da Revista Litera Livre tem 8.325 inscritos que recebem a revista por e-mail até junho de 2019, os downloads variam entre 2 e 3 mil por edição, as visualizações chegam a mais de mil e quinhentos no facebook e em Portugal, detendo uma receptividade ótima, tendo recebido muitas mensagens de lá.
A revista Conexão Literatura por sua vez, possui até 2019 cerca 58.592 mil na Fanpage, 37.900 mil no Twitter e 5.225 mil no Instagram. Dentre nomes que passaram pela revista ou entrevistados estão autores como Conceição Evaristo, Elisa Lucinda, Martinho da Vila, Eduardo Spohr, José Xavier Cortez, Pedro Bandeira, Paula Pimenta e Mario Sergio Cortella, além das plataformas Amazon KDP e Skoob.
Já Obvious Mag fora fundada em 2003 tendo aberto espaço para novos autores em 2012, possui em sua página no facebook cerca de 1.180.472 curtidas em países de língua portuguesa como Portugal e Cabo verde.
O Site oficinal do Clube de Leitores de Ficção Científica é dedicado ao maior e mais antigo clube de leitura brasileiro dedicado ao gênero ficção fantástica e científica reunindo os principais autores do gênero como membros.

Conto 'O Império de Tendor' no Litera LIvre

Abaixo disponibilizo o conto 'O Império de Tendor' na Revista LiteraLivre 17ª edição, pág.93. Clique no link aqui para pegar gratuitamente seu exemplar para leitura.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Capas de Novos Projetos em Finalização

Abaixo a capa de alguns de meus projetos em desenvolvimento que estão em finalização. Clique nas imagens para ampliar.




quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Conto 'Necroína - Parte I' no Maldohorror

Conto 'Necroína - Parte I' no Maldohorror Coletivo de Escritores Fantásticos e Malditos. Leiam clicando aqui ou na imagem abaixo.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Significalismo Existencial Ante O Niilismo

Abaixo publico um trecho de minha autobiografia o qual a partir de experiência própria discuto como o niilismo pode destruir vidas por meio de baixas filosofias perpetradas por meio de sofismas que justifiquem a torpeza, desvalor, e injustiças. A resistência disto demonstra-se como enxergar além da camada de negatividade tóxica ao atribuir significado ao que realmente tenha valor por atos proporcionalmente valorosos por meio de atitudes com verdadeiros valores morais e éticos.

...O desvalor da insignificância imposta é a prisão ilusória do niilismo. Do desvalor e do obscuro nasce isso, o que alguns aparentam promover em nossas vidas. Ora os valores relevantes estão presentes na clareza objetiva de definições que não somente norteiam como transmitem valores. O verdadeiro valor dá significado justo e lógico, não o tira por ser caro. Nisso se discerne preço de valor, conforme costuma dizer o pastor Neil Barreto de uma igreja batista do Rio de Janeiro. 
Porém, esse niilismo é um existencialismo da insignificância, pois o niilismo é o vão existencial, pelo motivo de que na mediocridade do incoerente paira o despropósito. Há dois tipos de suicidas, os desesperados que desejam fugir de algo insuportável e os que desejam chamar atenção ante sua dor, e o que maior dor provoca senão o vazio existencial na ausência de propósito justo e valor?
Muito difícil compreender o sentido da vida mediante condições de trivialidade e desvalor, de abiose social e injustiças impostas na separação dos demais (arbitrariedades sempre são desiguais), assim como de inflação da futilidade como iminência do niilismo as ilusões que desembocam num fatalismo da realidade pessimista e negativa que apenas reproduzem tudo que é tóxico e tolo. A invenção de males tem a mesma importância niilista na insistência do desvalor. É irrelevante e contraditório dizer que não ter importância é importante. O caminho oposto da utopia seriam fazerem o contrário de que todos deveriam fazer, se meter na vida alheia apenas para ajudar. O mundo seria um lugar perfeito se todos se metessem na vida uns dos outros apenas para se ajudarem mutuamente, só que não, os problemas do mundo têm início pelo oposto o que se demonstra sobretudo como um dos preceitos de crime, se beneficiar atrapalhando e criando dano a vida alheia.
O rebaixamento da vida de indivíduos ante a banalização do crime, sexo, mortes e injustiças reforçam a sensação abissal de vazio. O niilismo assim se apresenta pelo desvalor por não ter significado ou lógica racional, na verdade lhe atribuindo por vezes valores antagônicos sendo comum assim ao tóxico, negativo e tudo que diminuía o espírito humano. Determinadas inversões levam o ser humano a servir o que deveria lhe servir, do dinheiro, desejos a tecnologia tornando fins meios e meios fins em sutilezas de modo que os mesmos problemas do passado encarnam no presente de maneiras diferentes desde a antiguidade a entregar o homem aos vícios, do poder a possessão. Por isso nunca exercitei ambições de poder, mas ambições intelectuais e artísticas, o poder apenas se torna um modo de sobrevivência quando se quer se consegue ter direitos básicos. Por isto opte por criar não ter, sendo autor não dono, por fazer, não ser feito que levam aos vis desejos de inveja, cobiça e ganância dos que apenas ostentam, mas sim por buscar a verdade intrínseca do universo e das causas que nele te norteiem.
O conhecimento nos permite saber o mal sem ter a necessidade de prova-lo, disto nasce a verdadeira sabedoria, afinal não temos de provar fumar crack para saber que é mal, ou morrer para entender que a morte é o fim nesse mundo. Antes nisso cogita o verdadeiro pensamento filosófico, de reconhecer algo por indícios, as vezes sem sonda-lo diretamente ou experimenta-lo. Ainda que suspeita não seja certeza, muito menos é confiança cega de que não exista ou nada está acontecendo, mas dúvida persistente que justifica desconfiar. Sobretudo a inteligência sem conhecimento é como um banquete sem tempero nem sal, horrível, assim como apenas o tempero sem substância pouca coisa.
Para isto requer o discernimento e definições ao fugir do obscuro, achar a verdade em meio a mentira, a luz na escuridão, o certo no meio do errado. Por exemplo, questiono seriamente aqueles que não discernem escrita de fala sejam capazes de discernir o certo de errado. 
Apenas quem está na luz tem sombras, mas apenas se a luz vier do alto as sombras estarão sob seus pés. O papel do existencialismo seria dar significado e propósito como ordem ao caos de seu oposto. O existencialismo normalmente não é invenção da religião, na verdade o existencialismo fomentou a criação de muitas religiões, pois compreende a religião ser uma dessas ferramentas ao existencialismo que pode estar presente mesmo no ateísmo. A um exemplo disto pode ser visto na busca por salvação/redenção, algo melhor numa esperança comum tal como a crença na vida pós morte demonstra-se como três preceitos comuns presentes nas verdadeiras religiões ao contrário das falsas.
Ora, creio que um verdadeiro existencialismo se demonstra como um significalismo que pode deter em si racionalidade, pois convém ao mesmo achar razões na vida. O existencialismo necessita de elementos mínimos a significância da vida, das verdades como busca ou memórias, de uma coerência lógica mínima, uma causa relevante e legítima a que defender assim como valores os quais visem nortear ao melhor. Porém, estes são somente possíveis por meio de paradigmas que são destituídos pela pós-modernidade que nada mais é que uma máquina que produz os mais tenebrosos filósofos, quando não sofistas. 
Sobretudo o existencialismo é indissociável da busca pela verdade. Mesmo Friedrich Nietzsche o defendia como compensação a sua desconstrução de valores. Mas ante o relativismo que destrói paradigmas parece apenas substituí-los por atributos dos relés desejos como ótica egoísta da verdade e moral como se a lógica fosse algo circundante ao ego. Óbvio que esse desejo não é o meu em meus direitos, mas do mais poderosos contra mim.
O niilismo que esse relativismo conduz divide pessoas em dois grupos, os que creem em “tudo” e as que creem em “nada”, ambos nocivos pois todos precisam acreditar em apenas algo bom para se nortear, pois as crenças benéficas são os faróis do significalismo.
Significalismo resulta numa felicidade racional ao buscar o valor e o amor, fugir da dor e da ilógica, mas fazer o bem para quem é do bem pois lhe fará bem. Significa buscar o invulgar e o singular pois a diversidade não é plural, mas identidades individuais. Mas a plenitude apenas se torna possível pela integridade de algo, único meio de atingir a felicidade indesejável pela arbitrariedade.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Frases do Mês Setembro

Abaixo separo algumas das principais citações e frases feitas pelo autor no período de setembro, nono mês de 2019, clique nas imagens para amplia-las:



Sobre 7 de setembro...



Conto 'O Império de Tendor' no CLFC

Publicado o conto 'O Império de Tendor' por Gerson Machado de Avillez, no site do Clube de Leitores de Ficção Científica, bem mais que um mero fan fiction, clique na imagem abaixo para acessar a leitura gratuitamente.