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sábado, 18 de julho de 2015

Livro 'Herdeiros do Destino' finalista em concurso literário

O livro 'Herdeiros do Destino' está entre três finalistas de um concurso literário da Editora Ella. A editora deixou um link disponível para que os livros sejam votados. Os votos devem ser encaminhados pelo link de contato da editora e todos que votarem irão concorrer a um livro da editora. Votem no livro do meio, é muito faço, basta pedir pelo contato seu voto no livro 'Herdeiros do Destino' deixando email, nome completo e assunto da mensagem. Para acessarem o link da votação cliquem AQUI. Leiam abaixo a sinopse:

A história começa quando convocado pela misteriosa Ordo Christianitas Av Ventus subordinada ao Vaticano, Pedro Mendendez de Avilez se torna o secreto Herdeiro de Seth, quando é lançado com sua família em missão nos ainda misterioso oceano do Atlântico a criar a primeira Colônia onde um dia seria Flórida. Porém, entre estes interesses estaria a de suplantar um segredo que com a descoberta de um junko chinês naufragado em seu litoral poderia mudar o mapa geopolítico do mundo para sempre. Portando tal segredo Pedro escreve uma carta a ser dada por herança a seus descentes até que gerações mais tarde é aberta pelo notável Conde Jorge de Avillez para descobrir que os domínios de Portugal, Espanha e Inglaterra estariam em risco nas Américas numa trama envolvendo chineses e o que teriam o levado até essas terras, a lendária El Dorado. Agora Jorge Avillez, mesmo desacreditado tentará fazer levante para impedir a independência temendo que algo mais vil aconteça.
O porque de o conde Jorge Avillez se opôs a independência do Brasil, numa trama internacional de interesses e conspiração onde o segredo da descoberta da América está em jogo numa disputa secreta entre chineses e a mítica el dorado brasileira. A carta secreta de Pedro Menendez Avilez aos seus parentes que conta a farsa do descobrimento, mas que para tentar dominar o mundo alguns optaram a independência a poder ser submetido ao império chinês, inclusive os Estados Unidos. Porém, isso afetaria para sempre o Brasil negativamente.
Fiel a Ordem de Cristo e ao Vaticano defendeu interesse dos navegadores jesuítas que temiam ao chineses por não serem convertidos, porém, a linha dele detinha o segredo secular destes por Pedro Avilez.
Vindo das Guerras Napoliônicas Jorge Avillez abre a carta misteriosa de gerações a ele herdada e datada para ser aberta naquele tempo falando da mítica Ordem dos Ventos e se vê envolvido numa trama conspiratória de alguns ao se associar com os chineses querem se proclamares donos daquelas terras com a independência levando Jorge a tentar impedi-la em vão. Secretamente parte numa missão ao interior da Amazônia a encontrar a El Dorado onde estaria segredos e conhecimentos dos Setianos que criaram a Ordem dos Ventos a proteger famílias perseguidas e marginalizadas da história.


terça-feira, 14 de julho de 2015

Não olhe para trás...

Quando era criança, tive uma visão junto a parentes no céu, a visão nos desvelava de modo impossível um arco como de fogo nos céus, esse arco estando em direção ao bairro de Bangu e Campo Grande se partia em três e suas partes eram reduzidas até restar três pontos e desses três pontos restar apenas um. Perplexo por anos com isso na ausência de qualquer explicação científica plausível isso moveu minha busca assim como as preferências do próprio, me levando a pesquisar da bíblia toda a ufologia até que certo dia num insight tive, como num estalo, a seguinte conclusão...

O povo judeu tem uma relação muito particular com o tempo, tanto que absorveu a ideia de um tempo próprio, mundano, e um tempo próprio de Deus. Tal relação com om tempo se evidência em sua própria língua quando em hebraico diz que o passado, 'temol' é o que está a frente, ou seja, aquilo que fora visto, é conhecido, a história ao passo que o futuro referem-se a 'temol' como o que está atrás sem ser visto. As próprias profecias que trazem a mensagem de Deus são expressões de outro tempo de modo que o profeta tem o insight espiritual de olhar um pouco para trás, desvelando parcialmente um tempo ainda não vivido. Porém, como constata-se tais profecias não são apenas por lábios mas acontecimentos que, a exemplo de Jesus, antecipam o advento de sua vinda. Do cordeiro nos espinhos o mesmo antecipa sua segunda volta. Assim como a língua hebraica dos judeus interpretam o tempo em duas direções, o tempo profético igualmente apresenta duas direções variavelmente. Seria como uma corda que ao ser esticada em suas duas extremidades criam oscilações vibrantes mas que levam ao mesmo destino, assim nas duas pontas está Deus, o Alfa e Omega, o Deus do começo e fim.

Não olhe para trás fora igualmente o pedido de Deus a Ló ao fugir de Sodoma e Gomorra, uma terra corrompida e cheia de crimes e atos libidinosos. "Não olhe para trás", assim expressa não somente o fim da Sodoma de ontem, mas da Sodoma de amanhã, o fim da Sodoma de ontem em fogo será o fim da Sodoma da manhã mostrada no livro de Apocalipse e não por menos chamada de igual modo. Quando Deus falava ver em enigma, por espelho, referia-se a um enigma temporal-profético, esse é o mistério em espelho até vê-lo face a face dado pelo Alfa e Omega, isso justifica o propósito divino do porque de Deus ser o mesmo ontem, hoje e eternamente, pois é o Deus que está simultaneamente no passado e no futuro condenando os mesmos atos, homicídios, mentiras e ladroíces assim como todos os atos de Sodoma. Mais que isso, vendo pelo tempo de Deus, isto é, kairós, as profecias são reflexos do futuro no passado, ecos não somente de palavras, mas de acontecimentos em sincronicidade similar.

A sincronicidade de eventos demonstram o tempo de Deus, o kairós de três tempos do Deus de ontem (passado), hoje (presente) e eternamente (futuro), como se eventos dessa eternidade, o futuro, refletissem no passado criando uma dependência. Isso dá veracidade as profecias como pré-existentes e como destino variavelmente inexorável a medida com que se concretizam com precisão cirúrgica em certo ponto. Não olhes para trás, o passado é o futuro!

Isso deu total sentido a revelação nos céus em minha infância, um mistério no tempo que somente compreenderia no futuro! Ora, as três pontas do arco representam os três tempos, quando duas (a do futuro e presente) desapareciam a do passado as recriava novamente, de eternidade em eternidade como diz na bíblia. Creio haver uma relação disto com descentes, pois sendo de sefardistas, judeus espanhóis, há até mesmo uma cidade do interior, na Espanha, chamada Marchal. Tanto que ela inspirou um livro de ficção do qual sou autor intitulado 'Herdeiros do Destino'...

Trecho de 'Mistérios da Bíblia' de Gerson Machado de Avillez

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Espaço-tempo surgindo do emaranhamento quântico

Muitos cientistas adeptos do modelo convencional de dimensões não aceitam a ideia de que uma dimensão possa ser onda, ou apresentar comportamento ondular, porém, cada vez mais teorias científicas tem levantando a hipótese de que mesmo o espaço possa ser constituído por átomos assim como num estudo liderado por Jennifer Lin das universidades de Chicago e de Tóquio e publicado em junho de 2015 afirma que o espaço e o tempo podem emergir do emaranhamento quântico o que pode unificar as teorias da mecânica quântica a relatividade geral de Einstein, modelo de postulado filosófico que busca a Teoria do Tempo Ressoante Ondular.
O emaranhamento quântico que consiste na descrição polarizada de partículas não independente prova que ao alterar o spin de uma partícula altera-se outro a distância numa "ação fantasmagórica a distância", conforme Einstein postulava ironicamente.

O emaranhamento quântico que consiste na descrição polarizada 
de partículas não independente prova que ao alterar o spin de 
uma partícula altera-se outro a distância numa "ação fantasmagórica 
a distância", conforme Einstein postulava ironicamente.

Para Lin esse entrelaçamento quântico gera as dimensões adicionais da teoria gravitacional fortalecimento o "Princípio Holográfico" como a emergência de uma terceira dimensão surge do volume de duas dimensões da superfície. Isso levou a usar apenas a teoria quântica que exclui a gravidade para explicar e calcular a densidade de energia como fonte de interações gravitacionais permitindo interpretar propriedades universais do entrelaçamento quântico,

"Nosso artigo lança uma nova luz sobre a relação entre o entrelaçamento quântico e a estrutura microscópica do espaço-tempo através de cálculos explícitos. A interface entre a gravidade quântica [o trabalho dos físicos] e ciência da informação [o trabalho dos matemáticos] está-se tornando cada vez mais importante para ambos os campos," disse o professor Hirosi Ooguri, orientador do trabalho.

Apesar de não abordar aspectos do fluxo de gravidade que outros estudos levantam a demonstração de densidade e partículas é intuitiva a essa direção de modo que fomenta indiretamente a ideia dimensões resultantes de um fluxo relacionando essencialmente a física com a teoria da informação.

A emergência de sistemas complexos parecem indicar um caminho similar ao do aumento da entropia no universo, mas onde cruza a teoria da informação com a física? Aparentemente não possuem relação a não ser por uma palavra: flutuações. O aumento da entropia naturalmente cresce o número de flutuações, de variáveis em sistemas de modo a torna-lo não somente mais instável como produz mais informações indicando uma intuitiva relação antropológica entre a natureza humana e a física e essa interseção chama-se caos, o que nos leva a teoria do caos e fenômenos como o efeito borboleta, curiosamente isso aparente ter um impacto sobre o próprio tempo em feedback em vista que o caos tem mais poder de atuação através do tempo criando pontos sem sincronicidade, uma traduz ao tempo e caos justamente do entrelaçamento quântico. Ora, o entrelaçamento quântico é uma força motriz cientificamente comprovada a prover algum tipo de sincronicidade universal.

Não poderíamos porém confundir os relatos de dejá vùs comuns com a compreensão de memórias cruzadas de dimensões paralelas ainda que muitas vezes estas poderiam ser perfeitamente definidas desse modo a representar eventuais sensíveis cruzamentos dimensionais imperceptíveis a olho nu a não ser por sensações muitas vezes subjetivas.

Ainda que estudos recentes demonstrem que a sensação de Deja vi esteja relacionada ao cansaço e falha de memórias seu teor temporal que sugere repetição de padrões de eventos alimentam a ficção que levanta hipóteses. Em Matrix ela está relacionada a mudanças e alterações na Matrix manifestação pela representação repetida de um gato, isso poderia ser traduzido como alterações em nossa realidade como um contraponto metafórico? No contexto intemporal compreendemos que mesmo dentro do campo Schuman há representações o qual sua alteração seria capaz de alterar não somente a percepção como mesmo o fisiológico tornando o corpo humano susceptível a doenças, algo observado em orbita da Terra. Mas então projetos negros como da HAARP e Blue Bean não teriam a pretensa não somente de alterar o clima mas campos igualmente magnéticos e sim, a percepção coletiva humana!

Compreendemos que pela relatividade esse contraponto mesmo os satélites precisam atualizar a defasagem de tempo com a Terra por uma discrepância temporal o que somente torna possível a maior precisão nos GPS. Mas assim como hipotéticos projetos negros como Philadelfia e Mounteak poderia oferecer percepções distorcidas de tempo ou distorções propriamente de tempo como observando em alguns casos do Triangulo das Bermudas? Ideias como a de um 'Tempus Fugit' são levantadas neste caso.

A relação é delicada porém coerente com a ideia de que a manifestação da variações no campo magnético apenas são pertinentes a movimentação da massa de um corpo, ou seja de sensíveis alterações gravitacionais e consequentemente temporais em sua dilatação prevista por Einstein.
Mas como poderíamos notar tais diferenças temporais estando dentro do próprio tempo alterado? Deja vú, pois sendo de fora do tempo terreno um segundo terreno possa ser seis segundos, para nós continuará um segundo apenas, isso ocorreria por ausência de sincronicidade temporal entre um e outro.

A exemplo do dia 30 de junho que ganhou um segundo a mais, e essa sutil diferença o qual chegou a conclusão por sofisticados cálculos que levaram em conta a movimentação da massa do movimento dos oceanos, rotação e mesmo movimento tectônico indica que alterações maiores podem ocorrer além das orbitas terrestre apresentando um eco de ressonância desse tempo ao ondular de volta para nós?
A hipótese pode soar complexa, talvez o é, porém, a possibilidade de um eco temporal ainda que minimo trata desse modo como uma ausência de sincronicidade temporal entre a percepção do um segundo terreno a mais, e a variação externa desse o que demonstrada por uma defasagem como indicação de uma sutil alteração em nossa realidade terrena de modo que a ideia de Matrix se faria legítima, como se esse tempo ressoasse de volta pela falha de sincronicidade temporal e perceptivelmente a cérebros mais sensíveis.

Sobretudo isso seria mais um indicio a favor de que o tempo, ao contrário do postulado pro Einstein, ele não dilata, mas ondula ressoando a fomentar padrões síncronos ou sem sincronicidade que cria esses efeitos que vistos de dentro de nosso tempo são praticamente impossíveis de se compreender e mensurar com exatidão, a causa e assim normalmente atribuídas ao cansaço humano.

Creio que mesmo inversões magnéticas são equivalentes de uma movimentação de massa capaz de alterar essa "bolha de tempo" que é a Terra de maneira que seria mais comprovada por sensíveis observações ao comportamento da mesma gravidade e mesmo da medição das defasagem da luz do Sol ao chegar a Terra. Efeitos mínimo, mas com resultados sensíveis a pessoas sensíveis.  Para conhecer melhor minhas teorias adquira já seu exemplar do livro 'Os Infinitos Tons da Eternidade' clicando aqui.

Bibliografia:
Locality of Gravitational Systems from Entanglement of Conformal Field Theories
Jennifer Lin, Matilde Marcolli, Hirosi Ooguri, Bogdan Stoica
Physical Review Letters
Vol.: 114, 22160
DOI: 10.1103/PhysRevLett.114.221601

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Projeto 'Deum conveniendum'

O Projeto ainda em fase de argumentação e pesquisa trata do Deum conveniendum (Encontro com Deus) quando na curva da singularidade almejada pela ciência o homem encontra Deus inesperadamente através de sequência secreta dentro do DNA humano revelando um código capaz de se comunicar com Deus diretamente, indicando a existência de um futuro inexorável que eles chamam de Deux Praescientia: omnisciens ab tempus.
História o qual cientista ateu ao se deparar com misterioso padrões universais passa a questionar se há um Criador pode de trás da realidade onde mesmo a maldade e crueldade existente que provaria o oposto de Deus à padrões aberrativos que seria prova irrefutável da Sua existência ainda que de modo antagônico. Mas um evento desses antagonismos sem precedentes pode leva-la a encontro de Deus e suas inexoráveis profecias. Uma série de aparentes coincidências e padrões como indícios de um propósito divinos ante a presença de um mal aberrativo fonte de toda aflição e tribulação que tenta se fingir de Deus, algo que inventa sua própria ordem arbitrária e caótica contra toda lei humana e divina.

Deum conveniendum, não tem qualquer previsão de ser concluído, sendo apenas um dos projetos podendo se tornar um conto ou mesmo um romance que elevem a trindade cristã através de conceitos científicos numa proposta revolucionária de junção entre a fé, filosofia e ciência sem contradizer os estatutos de nenhum delas.
A ideia do projeto não é sincretizar de modo confuso e ambíguo e espiritual e moralmente prostituído como muitas religiões e seitas fazem a ponto de leva a exaltação da maldade e mazelas no mundo. Mas ao contrário da inversão moral causa da falência moral da sociedade é reafirmar a fé da mais importante religião de todos os tempos assim como reunir argumentações de misteriosos padrões, mistérios científicos como da evolução e de genuínos milagres como prova irrefutável do Deus bíblico e um mal antagônico a ele, o diabo.
Enquanto o protagonista viaja pelo caso que pode converte-lo a Jesus uma série de outros questionamentos  históricos são levados que coloquem em xeque a ceticismo da ciência como uma busca da verdade sem Deus.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Projetos do Autor

Após algumas reavaliações os projetos 'Crônicas de Pangeia' se juntou com 'Os oito Filhos dos Anjos' e 'Cidadão Proibido' se juntou com 'Onde as Borboletas Dormem', a fusão de argumentos enriquecem as histórias quando dentro da mesma temática de modo que cria um universo mais amplo e diversificado e com situações mais complexas e profundas. Projetos 'Mistérios da Bíblia' e 'Psiquiatra de Füher' foram arquivados como projetos futuros junto a outros projetos e argumentos soltos. O projeto a ser finalizado atualmente é o ambicioso e robusto 'Sombras dos Tempos' assim como a edição de 'Criptohistória' a anos arquivado, e posteriormente pretendo passar uma re-avaliação meus projetos literários talvez retornando para começar 'Underidion' e 'Os 8 Filhos dos Anjos' e posteriormente 'A Origem da Eternidade' e 'Onde as Borboletas Dormem' ou 'No Tempo dos Sonhos' que reúne alguns de meus temas prediletos 'sonhos' e o 'tempo' mas seguindo uma linha diferente a série 'Adormecidos'.

Monografia do curso superior de Pedagogia 
do autor em versão pocket

'Sombras dos Tempos' como minha magnus opus é um trabalho que estou realizando há anos, aos poucos, entre pesquisas histórias dos períodos o qual cruza o misterioso artefato e reunião de ideias e argumentos dentro destes ambientes históricos, indo de um passado épico a um futuro de ficção científica.

Capa da Edição de Colecionador Livro Maldito, do último
livro da série Universo Diamante.

Algumas modificações são prometidas também em 'Operação Cerberus', 'Procurando o novo' e na monografia do curso superior não concluído, 'A Evolução e Formação do Ethos Pela educação e suas deficiências no Mundo', normalmente apenas algumas adições ainda que no caso de 'OC' não pedirei outro exemplar do livro. Abaixo um exemplar em pocket de 'Os Infinitos Tons da Eternidade' que dá continuidade a filosofia dimensional e do tempo do qual sou autor e baseia-se os livros de ficção da coleção.


Ainda a despeito das perseguições e ameaças o qual o autor sofre sigo na certeza da integridade de meu trabalho legitimado por lei, e compreendendo que na ausência de motivos coerentes a não ser a cobiça sobre os dons e frutos do mesmo, sigo mesmo ante privações severas, as mesmas que me fizeram novamente trancar matrícula na faculdade.

"Todos têm direito à proteção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria."
Artigo 27-2 - RES 217-A de 1948 - ONU - RESOLUÇÃO 217-A (III), DE 10 DE DEZEMBRO DE 1948 

Não sou qualquer um...

Não sou qualquer um, pois não sou uma cópia, não sigo clichês e normas, pois coloco-me acima do normal pois produzo acima do normal. Não sou qualquer um pois não trilho o caminho traçado, não escolho o que está no cardápio, não prolifero o mesmo da mesmice.
Não sou qualquer um, pois, sobretudo não sou tratado como qualquer um mas com diferença e acepção, mas só é feito a diferença quando não segue o que qualquer um faz, quando ando por onde ninguém andou, quando é feito o que ninguém fez, quando se cria o que jamais fora criado antes, só não é qualquer um quando se é autêntico, original.
Pioneiro ou gênio verdadeiro como sou e posso dizer com razão não só pelos que produzo e cobiçam, mas pela quantidade de idiotas que me cercam se aproveitando como qualquer um deve fazer, pois na massa paira o vulgo, no individuo o singular, minha mente anda por onde nunca se andou, minhas mãos escrevem o que nunca fora escrito, mas qualquer um, esse sim é um plágio. Então qualquer um pode me chamar de qualquer um pois como cópia me acha espelho quando é ele quem me copia. Sou Gerson Machado de Avillez, tenho identidade, tenho história, tenho DNA, não sou um vulto a se esgueirar!

Qualquer um cobiça, tem inveja, ódio e 
ganância, mas eu, crio, produzo, tenho frutos!


Capa completa da edição de colecionar do livro maldito, 
'O Filho da Eternidade', o último da série universo diamante 
de Gerson Machado de Avillez, clique para ampliar a imagem.

terça-feira, 23 de junho de 2015

O Aumento das flutuações na entropia provariam o aumento do multiverso

Vindo do postulado a comprovar a existência do tempo, que é a entropia, seria possível prever quantos universos há e qual a taxa de crescimento do universo pelo nível de aumento da entropia. Quanto maior o número de flutuações, maiores as variáveis e, sobretudo, notamos que tais flutuações são sempre ondulares em caos e tempo a demonstrar porque o universo está em expansão, porque a energia ao contrário das leis da termodinâmica não se dissipa mas aumenta exponencialmente no caos e tempo a medida que as flutuações no universo aumentam numa relação direta com universos paralelos. Isso poderia explicar o que é a energia escura, resultando da exponenciação inter-universos.
Isso fora colocado indiretamente no livro "Os Infinitos Tons da Eternidade' de minha autoria. O vídeo da palestra de Sean Carroll para a TED, legendado em português, Carroll explica alguns fatos sobre o tempo de modo bastante didático e que naturalmente nos leva a compreender melhor os meus postulados, assistam abaixo:


segunda-feira, 22 de junho de 2015

A Caverna das Memórias Póstumas


Somente uma grandiloquência divina pode ser contemplativa o bastante para dimensão da natureza como todo, repercutiu aquele grupo de jovens espeleologistas ao fim de uma trilha de horas quando se depararam, em meio a uma floresta, com a abertura colossal de uma caverna que adentrava as vísceras da terra.

O líder do grupo, que parou diante daquilo para pegar água, fez com que o grupo visse naquilo a oportunidade para tirar fotos, fazerem vídeos e claro, jogassem papo fora numa social para relaxar a longa e extenuante trilha até aquela caverna isolada da civilização a justificar que somente em tempos recentes após a guerra do Vietnam fosse descoberta, ao menos oficialmente.

Carregando um livro de literatura clássica da ‘Divina Comédia’ de Dante Alighieri, o líder do grupo tirou uma anotação em papel com as coordenadas em GPS, de dentro do livro, justamente na parte do Inferno de Dante. Ao observar que a abertura da caverna estava encoberta pela vegetação, e por isso de difícil visualização, o carregador da expedição tratou cortar a vegetação ao redor levando-os a contemplar uma cena mítica que remetia a boca temorosa de um grande lagarto alado, um dragão. Impressionados com a pareidolia coletiva como num quase folie a deux eles seguiram em frente.
Mas aquela caverna não exalava fumo, mas exalava mistério e tão logo quando entraram justificou-se o esforço da equipe ao fintar nas paredes inscrições rupestres antes da escrita, ou seja, pré-histórica. Haviam desenhos de olhos e mãos, e rostos assustados com suas próprias sombras como no mítico conto de Platão, de modo que levou ao primeiro a nomeá-la a chama-la de caverna dos olhos, ainda que para os inveterados viajantes visse naquilo como a Caverna das Memórias Perdidas por ater histórias de vidas jamais contadas, e não somente antes da história do homem começar.

Um dos carregadores que lá já havia pisado antes, disse que seu avô contou a ele que seu pai (bisavô) ouviu de um homem que conhecia um homem sobre o mito daquela caverna o qual os únicos que adentraram foram homens pré-históricos com indícios de ter encontrado algo aterrador em seu fundo, algo que teria implicações com a própria evolução da humanidade e o surgimento de religiões antigas.

Os primeiros minutos, ainda com a fonte de luz natural externa, transcorreram tranquilos entre o impulso dos exploradores em ter cuidado em nada destruir e a curiosidade quase infantil de desbravar cada metro daquela gigantesca garganta cavernosa que se abria diante de seus olhos. Mas à medida que desciam pela enorme garganta as luzes de seus capacetes ligados à câmeras se fizeram precisos para que eles desvelassem a verdadeira natureza daquele monumento em suas vísceras com maior clareza.

Tão logo o som de águas foram ouvidos mas não vistos. O espeleólogo, líder do grupo, chamado John Plato, tentou segui-los mas deparou-se com um paredão de onze metros de altura o qual em seu topo havia uma abertura.

Intrigado com aquilo pensou em exercer suas habilidades de alpinista, porém, antes de ousa-lo a voz de sua companheira Joaquina observou algo nas paredes, eram pegadas que vinham do chão até o topo marcando toda rocha.

- Como qual ser seria capaz de vencer o desafio da gravidade e deixar marcas pela pedra? – indagou John Plato.

- Só há algo assim numa caverna do Brasil, mas como, não faço ideia - respondeu Joaquina.

Quando então John Plato fincava as primeiras presilhas no paredão ouviu gritos aglutinados que vinham do interior da caverna, era como um reboar de um estomago gigante faminto.

- Socorro! Nos tirem daqui! – Diziam as vozes. – Ajudem-nos, vão nos matar!

- Onde vocês estão? – gritou Joaquina ficando pálida de nervoso como se fosse uma assombração.

- Aqui-qui-qui-qui... – repetiu a voz no fundo da caverna a ecoar – Estamos perdidos há dias.

- Fiquem tranquilos, vamos tira-los dai! – Gritou John Plato.

Sem pensar duas vezes o grupo seguiu atrás das vozes abandonando a misteriosa parede que subia a lugares a eles ainda mais ocultos. Mas ao invés disso descia por um extenso corredor com cerca de vinte metros de altura o qual parecia declinar vertiginosamente em espiral. Onde as luzes de suas possantes lanternas tocavam desvelavam formas cada vez mais assustadores onde as sombras delas ainda mais, parecia mostrar quimeras com grandes presas prontas e esfola-los vivos.

As intrigantes formações rochosas declinavam por vezes a assemelhar-se a rostos, e por vezes a demônios, quando então ofegante pelo esforço de descer com técnica John Plato parou diante de uma formação calcária onde jurara ter visto o rosto de Joaquina em aflição e pânico. Achando se tratar apenas de mais uma pareidolia, ignorou ele a si mesmo e seguiu em diante. Mas naquele instante Joaquina tropeçou em algo caindo e quase rolando o desfiladeiro de centenas de metros naquela garganta ao fundo.

- Por Deus, você está inteira? Simplesmente não fazemos ideia onde é o fundo disso, Joaquina. – disse John Plato a pegando pelo pulso.

- John, olhe isso, olhe no que tropecei.

Ao virar-se e junto aos demais iluminarem o ponto do tropeço contemplaram eles três corpos mumificados. Aproximaram-se apenas para perceber que tinham uniformes de soldados, era soldados norte-americanos e um vietcongue, sendo que o norte-americano, com olhos arregalados segurava em prantos o braço do vietcongue.

- O que seria tão avassalador de cruel a fazer soldados adversários se ajudarem mutuamente? – indagou Joaquina perplexa tendo apenas o eco de sua própria voz como resposta.

- Você notou que a voz que ouvimos parecia-se com a sua? – indagou um dos homens do grupo a Joaquina.

Nisso John Plato olhou ao redor pra observar que haviam inúmeras entradas e cavernas subjacentes cruzando-se por aquele caminho, um verdadeiro labirinto. Deu uns passos subindo quando perceberam eles que após andar algumas centenas de metros haviam se perdido. Esperando uma decisão do líder do grupo, Plato apenas disse que seguiram mais alguns metros antes de retornar, queria parecer ser forte ao invés de revelar que estava nutrindo um enorme medo por dentro assim como a caverna em segredo a lhes reservar.

Assim eles fizeram até perceber que a medida que adentravam aquele lugar, era a medida que pareciam estar perdidos em níveis gradualmente mais profundos e que seguiam padrões peculiares que pareciam se repetir a todo entorno, assim como Joaquina ao deparar-se com uma pedra se indagou.

- Olhem isso, não parece uma quimera com rostos humanos distorcidos pela formação calcária de séculos?

- As formações simétricas e de repetição em espiral dessa caverna são muito peculiares, parecem quase artificiais. – indagou Plato quase concordando.

- Como seria possível tendo milhares de anos? – indagou um dos homens.

- O mito sumério. – disse Plato – ele preza que haviam minas de minérios para os primeiros humanos criados para serem escravos dos anunakis.

- Ou melhor, uma prisão. Você disse que isso poderia ser uma mina muito antiga? – indagou Joaquina.

- Talvez refúgio subterrâneo de uma raça superior ante um cataclismo na superfície. – indagou o outro homem.

– Isso poderia ser a base de religiões pagãs. – sugeriu Joaquina.

- Como lhe digo, apenas mitos. – completou Plato. – E Mitos são apenas sombras na história. Vamos retornar. - Disse Plato quase transparecendo o medo à medida que níveis cada vez mais profundos levava-o a questionar se é uma criação da natureza ou de deuses obscuros que a humanidade não conhece.

Porém, a certo ponto, em meu a iminência da exaustão não sabiam mais eles se estavam se quer subindo ou descendo, saindo ou entrando mais fundo naquele lugar. De modo que bússolas ficavam loucas com a presença de minérios magnetizados e sem qualquer sinal de GPS. A medida que fica mais profundo mais os mitos pareciam se tornar mais reais assim como os medos e as sombras que parecem ganhar vida a conceitos ancestrais que fundamentaram os primeiros pagãos.

Quando as horas eram por demais avançadas e tardias, o grupo resolveu estender barracas para um camping, haviam se passado oito horas desde que adentraram a caverna como infantes num front de mistérios não conhecidos. Naquele momento então um dos homens ouviram uma voz na língua dos vietcongues e uma sombra se esgueirar sorrateira entre as pedras que pareciam estatuas enfileiradas cobertas por séculos de estalagmites.

- Deus, é a voz do vietcongue morto! – disse o carregador local. – Ele está a subir procurando a saída com os americanos. Estão em prantos a ponto de se unirem.

- Delírios! – Disse Plato. – Como ecos poderiam por décadas reboarem e ressoarem por entre estas pedras?

- Preza o mito – disse o vietnamita – que as pedras gravavam os gritos dos perdidos e as rochas formavam seus rostos em prantos.

Joaquina, porém, mais lúcida - e cética - mediu os níveis do ar para constatar que havia um aumento bastante severo no gás carbônico e na diminuição do oxigênio. Aquilo fomentou a hipótese de que eles poderiam estar gradualmente ficando senis com a escassez do ar puro de modo a justificar o hábito de colocar canários em gaiolas para, em caso de morrerem, denunciar o perigo de gases tóxicos fatais. Talvez o carregador fosse o canário deles.

Todos, apreensivos, dormiram por algumas horas no pressuposto de noite, em vista que naquela caverna se vivia uma noite sem fim como numa masmorra precursora das prisões modernas. Quando, algumas horas mais tarde, todos levantaram-se assustados com um grito.

Pensou-se tratar da alucinação que cortava lentamente as vísceras de seus miolos pela ausência de oxigênio, porém, aquilo fora compartilhado de modo síncrono por todas as mentes naquele local.

- Vocês ouviram? Gritos de dores! – disse o carregador. – Falavam uma língua ancestral.

- Sumério. – Disse Plato. – estudei em arqueologia. Estavam tentando se libertar da escravidão, a julgar pelo que diziam.

O mito dos sumérios prezava que o homem fora criado por deuses ancestrais para ser escravos assim como os neandertais, considerado um rudimento mais forte e tolo que o homem, mas que ao ficarem inteligentes não queriam mais se submeter a escravidão.

- Todos os gritos parecem fugir de algo. De um ataque fatal. – disse Joaquina. – Mas como faremos para fugir disso? Estamos perdidos, e temos mantimentos para menos de uma semana.

- Talvez somos nossos próprios demônios. Nossas próprias memórias, sombras e ecos nos assombrando? – indagou o carregador.

O líder do grupo, já visivelmente cansado nada respondeu a não ser desarmar seu camping e colocá-lo na mochila e partir, até que após os minutos de silêncio ele mesmo o irrompeu dizendo.
- Não sei como sairemos, mas sei que se tiver de morrer morreremos tentando.

Sem opções todos resolveram seguir o líder e confiar em seus instintos, mas à medida que adentravam em mais de um dia naquela caverna, mas as formas pareciam indicar ser uma construção artificial, não uma caverna natural. Entrincheirados todos caminhavam juntos não por concordância, mas por temerem ficarem perdidos sós naquele lugar e temendo os ecos do próprio rufar de seus pulmões como se eles pudessem ser vítimas de seus próprios ecos. Isso até o momento o qual olharam ao redor para se darem conta que dois dos homens haviam desaparecido, haviam se perdido a justificar os gritos ouvidos minutos atrás, as sombras lhes assombravam mas sem amparo eles resolveram seguir adiante.

Mas então entre as formações rochosas John Plato notou algo comum a reluzir como uma bota, e ao se aproximar era um homem em trajes medievais a comprovar que em tempos históricos aquela caverna houvera de ter outros visitantes. Plato abaixou-se e buscou em seus bolsos qualquer coisa que o identificasse apenas achando uma espécie de diário em latim. Todos sobre o corpo mumificado que estava de boca aberta e olhos profundos arregalados notaram que aquele papiro indicava uma espécie de catalogo da caverna como uma construção solida quilômetros abaixo da superfície. Eram nove níveis dentre os quais estava marcado com o ‘X’ o quinto, aquele o qual estavam presentes. Aquilo era praticamente um labirinto do qual independente de pra onde corresse não haveria saída.

Spelaeum ad plato
Spelaeum ad umbras
Spelaeum ad amnestia
Spelaeum ad fobos
Spelaeum ad oikos
Spelaeum ad vacuus
Spelaeum ad mentionica
Spelaeum ad speculum
Spelaeum ad Inferno

John Plato leu lentamente as inscrições e como em cada nível, assim como no inferno de Dante da divina comédia haviam características próprias. Segundo os relatos do viajante medieval aquela “caverna” havia inspirado Platão em seu mito, pois ela, era na verdade a descrição dos povos sobreviventes que fundaram Atlântida. Porém, a saída era tida como “vômito das tiranias” por onde os então escravos de deuses se libertaram após o levante começado por um mestiço de homens com deuses e que lhes revelou o conhecimento que levou ao apogeu da humanidade. Interpolados por aquele mito que parecia ter a pretensa de rivalizar com a bíblia, notou que havia menção a inscrições de uma espécie “pura e ingênua” dos jardins que com eles se mesclaram.

O primeiro nível era 'Spelaeum ad plato', a Caverna de Platão onde os mitos era quase externos, o segundo nível 'Spelaeum ad umbras', era a Caverna das Sombras o qual as sombras parecial gradualmente ganhar vida, 'Spelaeum ad amnestia' o terceiro era onde as memórias começavam a se perder gradualmente, enquanto no quarto 'Spelaeum ad fobos', os medos começavam a aflorar ruídos, e no quinto 'Spelaeum ad oikos, o vazio que eles proporcionavam eram sentidos pela ausência de sentido que perdiam de direção como de vida até se tornar no sexto nível, 'Spelaeum ad vacuus', onde o vazio alcançava o status de vácuo, e o sétimo, 'Spelaeum ad mentionica' a inversão emergia onde a mentira se tornava verdade e a verdade mentira, pois no oitavo, 'Spelaeum ad speculum', como num espelho a inversão era definitiva a moral espelhando sobre si mesma até a ponto definitivo e fulminante, 'Spelaeum ad Inferno´, a caverna do inferno.

Os ecos sentidos eram como de um minério o qual armazenava o éter de memórias passadas que os antigos ao interpretarem foram levados a crer se tratar de reencarnações presas num hades, a origem da crença nas reencarnações. E como um labirinto, em seu centro, um deus cruel exige um sacrifício para que consigam escapar com vida. A Caverna mantém a escuridão original do universo, de quando Deus ainda não havia feito a luz, mas cá ela era a luz. Os ecos eram as vozes da escuridão falando que a bondade é má, e a maldade é boa, o comum é loucura e a loucura é sã, o certo era errado e o errado era o certo, a medida que mergulhavam na ‘Faucibus ab inferno’ que era a Caverna do Inferno, o nível mais profundo da mesma.

- O que é ‘faucibus ab inferno’? – Indagou o carregador perplexo ao ouvir a explicação, e Plato respondeu. - Garganta do inferno. Diz também que seu centro é o ‘stomachum’, ou seja, onde se exige o sacrifício para saciar o ser sumério que seria a caverna, um estômago. Uma clara alusão ao devorador bíblico.

O grupo seguiu a diante, mesmo sem saber se o adiante era realmente o adiante ou estavam apenas dando voltas em círculos naquela espiral. Mas a medida que seus medidores indicavam estarem mais fundo, mais temerosos ficavam e arrefecidos com a escassez de oxigênio de modo que começavam a ver alucinações ou elas eram mais reais do que sua lucidez dissipada poderia fomentar. As sombras ganharam contorno, mas suas vozes pareciam indicar uma grande confusão que ecoava pelo tempo naquele ponto.

Não mais era possível ver o rosto de nenhuma de suas vítimas que gradualmente parecem fazer parte de suas paredes de estalagmites formadas por milhares de anos, em dúvida se aquilo era provocado pelo ar gradualmente tóxico ou não. O carregador então cai tonto ao chão, num estado de desorientação severo ele não consegue saber o que fazer e começa a trocar palavras sem contexto algum. Sentindo-se seguida por algo avassaladoramente cruel Joaquina começa a gritar ao ouvir vozes ao fundo conversando normalmente.

- Socorro! Nos tirem daqui! – Disse. – Ajudem-nos, vão nos matar!

- Onde vocês estão? – gritou então a voz do outro lado.

- Aqui, estamos perdidos a dias! – respondeu ela quando então John Plato colocou a mão em seu braço e lhe disse sussurrando.

- Somos nós mesmos, estamos ouvindo ecos de nós mesmos, assim como antes éramos nós aqui gritando!

- Não é possível isso! – gritou ela desabando em prantos – como poderíamos ouvir nossa própria voz vindo então do futuro?

John Plato ao notar o homem desacordado a ergue pelos braços e quase a arrastando tenta seguir arrastando-a a diante num fiapo de esperança de encontrar a saída e retornar com socorro. A mulher se recompõe ainda tonta pela falta de oxigênio e segue trocando eventuais passos quando então veem um vulto mais nítido que o normal.

Plato corre em direção ao vulto e quando a toca, na esperança de ser um dos seus homens da equipe perdido observa, ao virar-se, ser um homem sem olhos. Assustado com o homem que era albino e andava maltrapilha observa que sua pele era quase luminescente, mas o homem esboça um sorriso e lhe ampara.

- Depois de décadas, alguém. – disse ele com um sotaque arrastado.

- Por favor nos tire daqui! – disse Plato ao ver sua mulher caída sobre uma pedra respirando ofegante.
- A caverna cobra seu preço, é o preço do abismo. – respondeu o ser humanoide.

- Quem é você? – indagou.

- Aquele que por milhares de anos sobreviveu ao limbo, e a esse limbo só se pode sobreviver sem amor, sem bondade, sem ética, mas uma vida sem essas coisas o que é? Vamos siga-me, vou leva-los para fora da fonte de todos os ecos.

‘A fonte de todos os ecos’ o lugar segundo o qual o diário dizia que ecos não só vinham de todos lugares, mas outros tempos e refletiam-se, pois eram ecos do éter, ecos da memórias de vidas que procuravam um sentido para viver, viver saindo fora daquela caverna onde eram assombrados por si mesmos, onde eram seus próprios inimigos.

- Tem que compreender, enfrentar essa caverna é como olhar para o mais profundo espelho de sua alma, mas apenas a emergir todos seus medos, e maus instintos, aprendemos a viver por gerações sem a luz da verdade, a luz de fora dessa insanidade, mas apenas com a luz da escuridão.

Ao caminharem viram então eles uma profusão de sombras se digladiando, dos ancestrais humanos a procura de libertar-se daquele lugar diabólico a inspirar os mitos mais sombrio dos homens por séculos, e milhares de anos. Após caminharem por horas, um filete de luz cortou do alto, era branca, pura, não feria os olhos a não ser da pele daquele ser, Plato se esgueirou lentamente por entre as pedras a tentar alcança-la como se pudesse palpar a luz e quando tocou o topo arrastando sua mulher viu o luar luminoso irradiando a luz do sol do outro lado do mundo, era noite, mas a noite mais clara que jamais viram, pois estavam livres da noite perpetua das luzes da escuridão daquela caverna. O inferno é uma caverna por onde os gritos ouvimos os ecos.